Lili não cantou

Deolane Bezerra é presa por elo com Marcola, do PCC

Digital influencer é acusada pelo Ministério Público de lavar dinheiro para o tráfico


Deolane Bezerra
Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21) sob suspeita de operar para o PCC - Foto: Reprodução/Instagram
Por João Paulo Dell Santo

Publicado em 21/05/2026 às 09:21,
atualizado em 21/05/2026 às 09:40

Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21). A advogada e digital influencer foi alvo de uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe da facção criminosa e que já está preso, também foi alvo da operação, batizada de Vérnix; a exemplo de pessoas ligadas a ele, como Everton de Souza, o Player, considerado o operador financeiro da organização; Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola; Alejandro Camacho, irmão do traficante; e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, filho do presidiário.

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O MP-SP e a polícia emitiram seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. De acordo com o G1, o esquema envolve uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP), controlada pela cúpula da facção. A transportadora repassava recursos para outras contas, com o objetivo de dificultar o rastreamento de dinheiro. Duas dessas contas estão em nome de Deolane.

Bezerra, vale lembrar, retornou ao Brasil na última quarta-feira (20), após passar as últimas semanas em Roma, na Itália. Nesse período, o nome da advogada chegou a ser incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol.

O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, filho de criação de Deolane, e um contador também são alvos de busca e apreensão. Foi determinado o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e R$ 357,5 milhões em ativos financeiros dos investigados.

Deolane Bezerra era favorecida pelo esquema

Deolane Bezerra é presa por elo com Marcola, do PCC

De acordo com o G1, Ciro Cesar Lemos, indicado pelos investigadores como operador central do esquema, atuava na compra de caminhões, realização de pagamentos e movimentava recursos da cúpula do PCC, além de administrar o patrimônio do grupo.

O MP-SP e a polícia apontam que os depósitos favoreciam contas de Deolane Bezerra, que "possuía estreitos vínculos pessoais e de negócios com um dos gestores fantasmas da transportadora de cargas".

Os levantamentos apontaram ainda a utilização de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão por parte da advogada.

Para os investigadores, a projeção pública, em razão da carreira de influencer, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas para maquiar o esquema e dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

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