“Drogados da magreza”: Ingrid Guimarães detona vício por corpos magros
Atriz descreve efeitos físicos e emocionais e associa prática a padrão estético reforçado em 2025
Publicado em 11/01/2026 às 16:05,
atualizado em 11/01/2026 às 17:22
A atriz Ingrid Guimarães publicou neste domingo (11) um texto em que relata sua experiência pessoal com o uso de medicamentos para emagrecimento e critica o que define como o retorno da obsessão pelo corpo magro. No artigo, ela associa o fenômeno a um “vício pela perfeição” e afirma que a busca por um padrão estético tem sido naturalizada em diferentes espaços sociais.
Segundo a atriz ao jornal O Globo, a decisão de usar o medicamento partiu de uma motivação específica: perder três quilos para caber em vestidos usados em pré-estreias e em uma capa de revista.
Ela afirma não ser diabética, não ter obesidade e não enfrentar dificuldades estruturais para emagrecer, exceto as mudanças comuns ao corpo de mulheres acima de 50 anos. “Experimentei a canetinha da magreza temporária. Por um motivo bem raso”, escreveu.
Ao longo do relato, Ingrid descreve os efeitos físicos sentidos nos primeiros dias. Segundo ela, a redução do apetite foi acompanhada de enjoo constante e desânimo, comparável ao que havia experimentado no pós-parto.
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“Durante uma semana olhei para uma lagosta e um pão do mesmo jeito”, afirmou, relatando sensação de saciedade excessiva e a perda do prazer associado às refeições.
A atriz afirma que o impacto não se limitou ao corpo. Ela descreve mudanças no comportamento, na disposição e na interação social. “Eu não emagreci só o corpo. Eu emagreci minha vontade de viver”, escreveu, ao relatar cansaço, falta de energia e redução do interesse por encontros, conversas e atividades cotidianas ligadas ao convívio em torno da comida.
No texto, Ingrid relaciona a experiência individual a um movimento coletivo. Ela afirma perceber um padrão entre pessoas que recorrem a esse tipo de medicamento e descreve um grupo que identifica como “Magros Express”, marcado por falta de energia e apatia. Para a atriz, a prática produz corpos mais leves, mas também menos disponíveis para o convívio.
Ingrid Guimarães diz que o ano passado foi simbólico

Ao ampliar a análise, Ingrid aponta 2025 como um marco simbólico do retorno da valorização extrema da magreza, citando desde passarelas até conversas cotidianas.
“A gente passou a comprar autoestima no caixa da drogaria”, escreveu, ao mencionar a contradição entre o discurso público de diversidade corporal e a busca privada por medicamentos para emagrecer.
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Ela diferencia o uso do remédio por necessidade médica de seu uso para adequação estética e afirma que sua crítica se dirige a esse segundo grupo. Ao final, define o fenômeno como um vício coletivo.
“Nós somos os novos drogados da magreza escondendo nosso vício pela perfeição”, escreveu, ao concluir que “caber numa calça jeans não vale meu feijão”.
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