Aos 69 anos

Marcos Oliveira reclama da vida no Retiro dos Artistas, e instituição se pronuncia

Beiçola de A Grande Família, ator deu entrevista polêmica nesta semana


Marcos Oliveira
Marcos Oliveira fez sucesso ao interpretar Beiçola no seriado A Grande Família, que saiu do ar em 2014 - Foto: Reprodução
Por Redação NT

Publicado em 26/03/2026 às 12:55,
atualizado em 27/03/2026 às 12:48

Marcos Oliveira, de 69 anos, deu uma entrevista polêmica nesta semana sobre a vida no Retiro dos Artistas. O eterno Beiçola de A Grande Família reclamou da falta de sexo e do convívio com outras pessoas que vivem no local. Nesta quinta-feira (26), a instituição se pronunciou sobre os comentários.

Em entrevista à Veja, Marcos Oliveira disse: "Há o desejo sexual noturno e isso não se toca no assunto. Velho não é para sentir prazer, não é para ter relação. Não quero fazer um sexo Cirque Du Soleil, que sobe e desce, mas é uma troca de carinho e, aqui, não pode ter isso".

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Cida Cabral, diretora do local que abriga artistas idosos, explicou as restrições em conversa com a Quem. “O que a gente procura fazer é não misturar as coisas. Aquele que ainda tem o seu desejo sexual aflorado, pode, sim, explorar, mas fora do Retiro.”

“Se ele tem desejo sexual aflorado, isso significa que tem uma condição física e psicológica de sair e explorar esse desejo. Eu lido com cerca de 60 idosos numa faixa etária de 70 anos. Se cada um deles quiser explorar seu desejo sexual dentro de uma instituição para idosos, o que viraria?”

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Marcos Oliveira também falou sobre o processo de adaptação ao Retiro dos Artistas. “Na hora do almoço, é uma refeição que eles [outros moradores] falam para caral*o, gritam”, reclamou. “O comportamento é muito mal educado. Fico quieto, vou lá, aguento numa boa", acrescentou.

Para Cida, Marcos deu "declarações infundadas". Ela defendeu: "A gente se dedica em cada canto, em cada pessoa, em casa estrutura para oferecer cada vez qualidade de vida, dignidade, amor e acolhimento. Funciona como no dia a dia da gente do lado de fora, às vezes, a gente agrada um e não agrada o outro. Isso é normal e pode acontecer".

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"Quer lugar melhor para bater um papo com os amigos do que um almoço? Eles têm histórias para contar um para o outro do que fizeram e dos trabalhos. Isso ajuda até a exercitar a memória. Na minha opinião, é uma coisa linda. E, quando ele fala que não se frequenta a casa um do outro, isso não procede”, prosseguiu.

"Às vezes, mesmo a pessoa em situação de vulnerabilidade, não é fácil aceitar. Talvez pelo que ele já viveu, não é fácil aceitar, mesmo com tudo o que o Retiro oferece. Acaba que a pessoa procura um desculpa para estar aqui ou invés de aproveitar e viver tudo aquilo que é oferecido. O Retiro pode não ser a oitava maravilha do mundo, mas tenho certeza que nós hoje somos considerados uma das melhores instituições que abriga idosos neste país, principalmente quando a gente fala de acolhimento, amor e dignidade."

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