Grande ator

Reginaldo Faria relembra sucesso de Vale Tudo: "Fiquei com medo de ser agredido na rua"

Veterano, que hoje está com 87 anos, deu vida ao mau caráter Marco Aurélio


Reginaldo Faria
Reginaldo Faria viveu Marco Aurélio na versão original de Vale Tudo - Foto: Divulgação/Globo

Intérprete do mau caráter Marco Aurélio na versão original de Vale Tudo (1988), Reginaldo Faria, que atualmente está com 87 anos, falou sobre como foi integrar o elenco de uma das mais icônicas novelas de todos os tempos.

"Gilberto Braga já tinha planejado a banana com muita maestria. Eu fui só o intérprete. Quando fiz essa novela, foi muito interessante, porque fiquei com medo de ser agredido na rua", contou o veterano em entrevista ao videocast Novelão, do jornal O Globo.

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"Eu me lembrei muito da Miriam Pires, que tinha feito uma personagem má. As pessoas agrediam. Mas eu saí e, de repente, vi que as pessoas me aplaudiam, gostavam. Fiquei surpreso", comentou Reginaldo Faria, cuja última novela foi Elas por Elas (2023).

Reginaldo também refletiu sobre as motivações de Marco Aurélio, que no remake da trama será vivido por Alexandre Nero.

"Tem um outro lado, da raiva que ele tem pelo sistema. O sistema o pisoteou. Será que ele é só mau-caráter dentro desse sistema ou o sistema o ajudou a pensar dessa forma? Essa é uma questão que me pesa muito. O fato de ele ter dado essa banana não significa que só que ele fosse um indivíduo assim. É aquela coisa: vou ao mercado e preciso comprar três meses para segurar minha economia. Você fica com raiva. Aí nasce um componente, de repente, vingativo", analisou Faria.

Reginaldo Faria fala da vilã Odete Roitman

Reginaldo Faria relembra sucesso de Vale Tudo: \"Fiquei com medo de ser agredido na rua\"

No papo com a jornalista Anna Luiza Santiago, Reginaldo Faria fez uma analogia entre Odete Roitman (Beatriz Segall) e a inflação que assombrava o Brasil naquela época.

"Eu lembro que o grande sucesso da novela convergia em cima da personagem Odete. As pessoas queriam que alguém matasse aquela inflação e queriam saber quem iria matar a inflação", comentou.

"E olha que coisa impressionante: ninguém deixava de ver as novelas. A rua ficava deserta. Todo mundo querendo resolver o problema da Odete. Não seria essa uma forma análoga de verificar o problema político que estava vivendo o país? Era mais ou menos isso que eu sentia", concluiu o ator.

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