Traidor da raça?

Príncipe Harry se torna alvo de grupo neonazista britânico, revela a BBC





Príncipe Harry e Meghan Markle
Príncipe Harry se casou neste ano com a atriz americana Meghan Markle

Publicado em 06/12/2018 às 19:44:43

Por: Taty Bruzzi

Um dos grupos neonazistas mais violentos existentes no mundo mandou um recado para o Príncipe Harry. Os representantes britânicos não aceitam a união do nobre rapaz com uma ex-atriz norte-americana. Com a justificativa de “traidor da raça” os integrantes pediram a morte do filho caçula de Lady Di.

Conhecida como “Atomwaffen”, a organização foi fundada por volta de 2013 nos Estados Unidos. Ligada a cinco assassinatos, o objetivo da divisão é destruir a civilização em prol da construção de um estado socialista nacional.

No Reino Unido, sua subdivisão é chamada de “Sonnenkrieg”. Segundo investigação da BBC, ela foi criada pelo universitário Andrew Dymock.

Filho de um professor de odontologia, o estudante de 21 anos negou através do seu advogado qualquer ligação com o grupo. O rapaz alega que seu único interesse hoje inclui seus estudos na Universidade do País de Gales.

De acordo com dados da investigação, centenas de mensagens foram trocadas por meses entre neonazistas da Europa e dos EUA. As conversas incluem figuras-chave na “Divisão Atomwaffen” como, por exemplo, "arma atômica" em alemão.

Este grupo tem como líder Brandon Russell, condenado a cinco anos de prisão por fabricar bombas em seu apartamento na Flórida. Os demais integrantes são conhecidos por praticarem atividade de luta corpo-a-corpo, acampamento, treinamentos de sobrevivência e uso de armas de fogo.

Nos registros das conversas há também informações sobre a criação da “Divisão Sonnenkrieg”. Um usuário conhecido como Blitzy se refere à organização como uma "Atomwaffen” com menos armas e afirma querer matar todos os policiais.

Uma das imagens postadas no bate-papo é bem preocupante. Ela mostra o príncipe Harry com uma arma na cabeça, cravada com uma suástica, e a legenda "Até mais, traidor da raça!".

A rede BBC repassou todas as suas pesquisas para a polícia. Acredita-se que “Sonnenkrieg” tenha cerca de 15 membros espalhados pela Europa.



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