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Mila Moreira fala sobre síndrome do pânico: "Cheguei a pesar 48 quilos"

Ela convive com o transtorno de ansiedade desde a infância


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Foto: Globo/Paulo Belote
Em entrevista nesta quinta-feira (15), ao jornalista Bruno Astuto, da revista Época, Mila Moreira relatou alguns dramas do passado e falou também sobre o trabalho que está fazendo em "A Lei do Amor".
 
Feliz por interpretar Gigi na novela das nove da Globo, Mila disse: "Gigi é uma sobrevivente, sempre se virou sozinha. Não é má, é esse tipo de personagem que movimenta a trama, que faz a história acontecer".
 
Em outro momento da entrevista, Mila Moreira relembrou quando era modelo: "Minha mãe era contra. Meu pai, que era português, não se importava. Naquela época, ninguém entendia muito bem essa profissão, não era como é hoje. Com o tempo, quando comecei a viajar pelo mundo, minha mãe foi entendendo e vendo que era coisa séria. Fui modelo da Rhodia, que era como ser uma Angel da Victoria’s Secret. Viajava muito, tinha até fã-clube, e iam me receber no aeroporto com faixas com meu nome. Pena que não se ganhava tanto dinheiro como hoje".
 
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Por fim, a atriz contou como convive com a síndrome do pânico há anos: "Eu menina, com sete, oito anos de idade, ainda no colégio interno, tinha crises, suava muito, achava que ia morrer. Foi braba a minha infância por causa disso. Sou muito cagona para me matar, mas tiveram dias em que entrava no avião e queria que ele caísse, de tão cansada que estava. Cheguei a pesar 48 quilos. Só quem passou por isso sabe o que é. Há 30 anos estou medicada, bem, e falo isso com a boca cheia, para alertar as pessoas: estou muito mais feliz e leve".
 
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