"Criança não é esposa, criança não é para trabalhar", desabafa Sophie Charlotte na Globo
Mocinha de Três Graças, fez questão de falar em defesa das crianças
Publicado em 01/03/2026 às 19:40
Sophie Charlotte fez um intenso desabafo no Domingão deste domingo (1º). A mocinha de Três Graças, aproveitou um tema da novela, quando conversava com Luciano Huck, para sair em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes e fez fortes afirmações sobre o tema.
A situação aconteceu após o Domingão exibir uma reportagem que mostrava sua personagem na novela vivendo como avó. Logo depois, alguém do público questionou se a atriz se imagina sendo avó tão nova. "Você foi mãe com quantos anos?", completou Luciano.
+ Fátima Bernardes celebra aniversário do Rio com Túlio Gadêlha; veja fotos
+ Gabriela Loran surpreende e pratica yoga em pausa das gravações de Três Graças
"27, o Otto tá com nove, vai fazer 10 anos. Ainda tem uma estrada pela frente, ainda tem um caminho", garantiu a intérprete, que garantiu. "Mas sim, é um amor tão lindo. Eu tive avós maravilhosas e minha mãe é uma avó maravilhosa, a Aurora para o Oto também".
"Mas na novela, é avó de uma mãe na adolescência", complementou Sophie, entrando num tema delicado, quando Huck deu um dado que chamou a atenção dela. "Que é um assunto seríssimo. São 38 meninas, com 12 anos, dando a luz todos os dias", afirmou o titular do dominical.
Sem pensar duas vezes, Charlotte já começou a se posicionar, ainda que de forma mais emocional. "Isso é de cortar o coração", disse. Luciano seguiu e fez questão também de falar dos problemas do Brasil sobre o tema. "Essa questão da sexualização precoce, da falta de educação sexual", cravou.
Foi neste momento que Sophie foi direta em sua opinião sobre o assunto. "Criança não é esposa, criança não é para trabalhar, criança é para ser protegida pela sociedade. Criança é para estudar. Às vezes tem que falar o óbvio, né, Luciano", finalizou, sendo aplaudida pela plateia.
A frase aconteceu poucos dias depois da decisão do TJ-MG, que havia inocentado um homem adulto por estupro de vulnerável, alegando que ele havia provado vínculo afetivo com uma criança de 12 anos. Dias depois, após a pressão popular, o presidente do Tribunal, aceitou um recurso, condenou o homem e o mandou para a prisão.