Gabriela Loran, a Viviane de Três Graças, detalha cirurgia de redesignação sexual
A atriz esteve no Mais Você desta terça-feira (13) e tomou café da manhã com Ana Maria Braga
Publicado em 13/01/2026 às 15:34
Intérprete de Viviane na novela Três Graças, Gabriela Loran tomou café da manhã com Ana Maria Braga no Mais Você desta terça-feira (13) e falou sobre o seu processo de redesignação sexual. A atriz também deu detalhes da cirurgia de vaginoplastia e da reação da família.
"Assim como era uma coisa nova pra mim, era uma coisa nova pra eles [familiares]. Então, o que eu mais tive foi paciência, porque eu também estava entendendo. Eu não digo que transicionei, que eu virei outra coisa, que eu me transformei. Eu digo que eu desabrochei", disse.
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Gabriela Loran contou que teve a ex-BBB Ariadna Arantes como inspiração. "Pesquisei muito sobre ela... ela fez a cirurgia lá na Tailândia também, e ali naquele momento eu falei 'é com esse doutor, com esse médico que eu quero fazer'. Eu queria fazer com o melhor, e assim, aonde eu fiz é referência no mundo inteiro", afirmou.
"Paguei em torno de R$ 115 mil. Esse pacote inteiro contempla tudo: passagem aérea, estadia... fiquei 27 dias na Tailândia, o pós-operatório, me recuperando, com três enfermeiras comigo o tempo inteiro, aprendendo todos os processos. A gente tem uma primeira consulta com o cirurgião, uma consulta com o psicólogo, com o psiquiatra, para validar mesmo todo esse processo e para se ter certeza de que você quer fazer", explicou a atriz.
Gabriela Loran falou sobre conscientização

No papo com Ana Maria Braga, Gabriela Loran fez questão de alertar que não é a cirurgia que define se a pessoa é transexual.
"Cirurgia não valida, ela não transforma uma pessoa trans como eu em mais mulher ou menos mulher. Até porque tem pessoas trans que não querem fazer e está tudo bem. Cirurgia nenhuma valida nada de ninguém", destacou.
Por fim, Gabriela revelou que passou por situações de discriminação após o processo. "O Brasil ainda é um país muito preconceituoso, é o país que mais mata pessoas trans no mundo inteiro. A gente sabe isso, então é muito doloroso", lembrou.
"Eu mesma, quando estava vivendo esse processo, trabalhava no restaurante na época e passei por algumas situações bem difíceis, de ser posta pra fora de banheiro, de cliente recusar ser atendido por mim, só por eu ser quem eu era, isso mexe com a nossa cabeça", desabafou.