Confronto

Felca nega lucro com vídeo de Hytalo e adota tom cauteloso diante do juiz

Em embate judicial, influencer detalha sua defesa e rebate acusações de monetização sobre polêmica


Felca e Hytalo
Felca fez um vídeo que resultou em uma investigação e, consequentemente, na prisão de Hytalo - Foto: Reprodução
Por Naian Lucas

Publicado em 13/01/2026 às 15:22,
atualizado em 13/01/2026 às 16:54

Felca prestou depoimento à Justiça nesta terça-feira (13) no processo que investiga Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, por crimes relacionados à exploração e sexualização de menores em conteúdos digitais. A oitiva ocorreu durante a fase de instrução do processo, na 2ª Vara Mista de Bayeux, na Paraíba.

Segundo informações do Portal Leo Dias, durante a audiência, o influenciador foi questionado sobre possíveis ganhos financeiros com o vídeo “Adultização”, publicado em agosto e que teve ampla repercussão nas redes sociais, impulsionando as investigações do Ministério Público. O influenciador negou ter lucrado com o conteúdo e afirmou que o vídeo foi desmonetizado desde a publicação.

“Não, foi desmonetizado porque entendi que o assunto era delicado”, declarou. Ele também rejeitou a alegação de que teria recebido valores posteriormente para doação, respondendo: “Não”.

Felca reconheceu, no entanto, que o vídeo gerou aumento expressivo de audiência, com milhões de visualizações, além de convites para participações em programas de televisão.

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Questionado sobre a diferença entre o tom incisivo usado no YouTube e a postura adotada em juízo, afirmou que suas conclusões se basearam exclusivamente em informações públicas disponíveis nas redes sociais e negou atuar como investigador. Disse que conheceu o caso “através das redes sociais e principalmente do que já era público”.

Ao comentar o alcance de Hytalo Santos, Felca estimou que os conteúdos do influenciador alcançavam entre 10 e 50 milhões de visualizações mensais e apontou a presença recorrente de crianças e adolescentes como fator central para esse crescimento.

Sobre Kamyla Maria, adolescente citada no processo, afirmou que ela aparecia em vídeos desde os 12 ou 13 anos, com base em datas de publicações e cálculos de idade. Em alguns momentos, admitiu não se lembrar da origem exata de determinadas informações e disse que uma das afirmações feitas anteriormente resultou de uma “indução”.

Embate entre advogados

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A audiência foi marcada por embates entre a defesa dos réus e a acusação. Advogados tentaram questionar a conduta pessoal de Felca, citando um vídeo recente fora do contexto do processo. O promotor Dennys Carneiro pediu o indeferimento das perguntas, consideradas irrelevantes, e o juiz acolheu o pedido.

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Hytalo Santos e Euro acompanham o processo por videoconferência do Presídio do Roger, em João Pessoa, onde estão presos preventivamente desde agosto de 2025. A ação segue em fase de instrução.

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