Selton Mello relembra fase difícil na carreira: "Sou péssimo ator"
O ator também falou da perda da mãe, portadora de Alzheimer
Publicado em 08/01/2026 às 16:16
Elogiado pela imprensa internacional por sua atuação no longa Anaconda (2025), Selton Mello revelou que viveu um período de incertezas na carreira, quando passou da infância para a adolescência e viu os convites sumirem.
"Era outra época. Novela e teatro eram o que existia. O cinema estava morto nesse período. Não havia streaming, TV a cabo, nada disso. Era Globo, Bandeirantes e teatro. Também não tinham descoberto ainda o filão infantojuvenil. Então, realmente, as portas se fecharam para mim", recordou o ator em entrevista ao Sem Censura, da TV Brasil.
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"Foi um período esquisitíssimo da minha vida como ator e como pessoa. Eu pensei: 'Então, eu sou péssimo, não sou ator, sou horrível'. Foi traumatizante", admitiu Selton Mello, que atualmente está com 53 anos.
"Fiz um teste na Herbert Richers, passei e me tornei dublador profissional, algo que talvez nem todo mundo saiba. Trabalhei lá dos 12 aos 20 anos. Dublei muita gente em filmes de Hollywood. Enquanto eu me sentia péssimo como ator, achando que tinha acabado para mim, eu estava muito feliz na dublagem. A dublagem foi uma escola fabulosa na minha vida, aprendi demais. A familiaridade que tenho hoje com a língua inglesa vem muito dessa época", contou o irmão de Danton Mello.
"É muito bonito essa volta que o mundo deu, de agora eu estar em um filme muito similar àqueles milhares que eu dublei na adolescência. Que volta que esse mundo deu! Mesmo no set de filmagem, com Jack Black, Paul Rudd, com esses astros, eu olhava e pensava: 'Caramba, com 15 anos, eu achava que nem ator mais seria e estava dublando filmes exatamente nesse estilo. E agora estou aqui'. A vida é bonita", refletiu Selton.
Selton Mello fala sobre a perda da mãe

No papo com Cissa Guimarães, Selton Mello também relembrou a perda da mãe e da luta que ela travou contra o Alzheimer.
"Eu perdi minha mãe há uns dois anos, depois de dez anos de Alzheimer, que é algo muito barra pesada para quem vive e para quem está em volta. A minha espiritualidade, que vem muito dela, me permitiu enxergar que aquilo estava no caminho dela, que ela estava se desprendendo do mundo terreno e indo para um lugar melhor", analisou.
"No final, eu já entendia as coisas de outra forma. Minha mãe tinha essa curiosidade espiritual: catolicismo, se chamar para bater um tambor, vamos nessa, budismo… Eu sou essa pessoa", concluiu o ator.