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Jornalista da Globo

Elias Maluco, condenado pelo assassinato de Tim Lopes, é encontrado morto

Traficante estava preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná

O jornalista Tim Lopes e o traficante Elias Maluco
O jornalista Tim Lopes, morto pelo traficante Elias Maluco - Foto: Montagem/Reprodução/TV Globo
Paulo Pacheco

Publicado em 22/09/2020 às 18:40:00

O traficante Elias Pereira da Silva, conhecido como Elias Maluco, foi encontrado morto na Penitenciária Federal de Catanduvas, na região oeste do Paraná. Ele cumpria pena de 28 anos e seis meses de detenção por ter sido considerado pela Justiça o mandante do assassinato do jornalista Tim Lopes, da Globo, em 2002.

O Departamento Penitenciário (Depen) do Paraná confirmou a morte ao G1, portal de notícias da Globo. Gaúcho de Pelotas, Tim Lopes começou a trabalhar na emissora em 1996 e tinha 51 anos quando foi assassinado.

Tim Lopes morreu em junho de 2002, enquanto fazia uma reportagem sobre abuso de menores em um baile funk na Vila Cruzeiro (RJ). A confirmação da morte veio após uma semana, com base nos depoimentos de cinco presos do bando de Elias Maluco, chefe do tráfico na favela. Segundo os envolvidos, o jornalista teria sido torturado, baleado e assassinado pelo próprio traficante.

Como a polícia confirmou mais tarde, seu corpo foi esquartejado e queimado em pneus na Favela da Grota, no Complexo do Alemão. Mais de um mês depois, um exame de DNA comprovou que a ossada encontrada no cemitério clandestino da Grota era do repórter.

Tim Lopes foi velado em 7 de julho de 2002. O assassinato gerou comoção nacional e indignação entre jornalistas, que organizaram passeatas clamando por justiça e fizeram homenagens em prol da memória do colega assassinado.

O Fantástico exibiu uma matéria especial relembrando a carreira do repórter. No dia seguinte, o Jornal Nacional teve uma edição especial, encerrada com uma nota da redação, lida por William Bonner, seguida de uma salva de palmas dos colegas.

Em 2002, foi criado o Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, com o objetivo de estimular a imprensa a seguir cobrindo o abuso e a exploração sexual infantil, temas da matéria a que o repórter se dedicava quando perdeu a vida.

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