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Em 2020

Filme sobre Marighella vai virar série na Globo

Dirigida por Wagner Moura, produção tem Seu Jorge no papel principal

Seu Jorge e Wagner Moura
Seu Jorge sendo dirigido por Wagner Moura em Marighella (Foto: O2 Filmes/Reprodução)
Redação NT

Publicado em 16/11/2019 às 14:54:00

O filme Marighella, dirigido por Wagner Moura e protagonizado por Seu Jorge, vai virar série, com exibição na Globo em 2020. Previsto para chegar às salas brasileiras no dia 20 de novembro, o longa teve sua estreia cancelada, causando revolta e desconfiança em quem aguardava pela produção. Adriana Esteves, Bruno Gagliasso e Humberto Carrão também estão no elenco.

Segundo informações da colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, a série sobre Marighella terá quatro episódios. Ainda que sem contrato com a Globo, a presença de Bruno Gagliasso na tela da emissora estaria garantida com a exibição do filme em novo formato, no ano que vem.

A informação foi confirmada pelo escritor e historiador Mário Magalhães, autor do livro que deu origem ao filme. "Censura aberta: filme Marighella não conseguiu estrear nos cinemas brasileiros. Vai passar na Globo como minissérie em quatro episódios. Uma lástima. Um absurdo", lamentou em seu perfil no Twitter.

Mais tarde, ele esclareceu a um seguidor que Marighella só chega à TV depois de ter sua exibição nos cinemas. Desde que a estreia foi cancelada no Brasil, não se divulgou uma nova data.

Entenda a polêmica em torno do filme Marighella

No início do ano, Marighella conquistou aplausos e elogios no Festival de Berlim. A alta repercussão veio acompanhada de grande polêmica, no Brasil. Houve quem rejeitasse a produção, ainda inédita por aqui, unicamente por retratar a vida de um guerrilheiro de esquerda, opositor do regime militar no Brasil, na década de 1960. Ex-deputado, Carlos Marighella foi assassinado pela repressão, em 1969.

Em setembro, foi anunciado que a estreia de Marighella no Brasil estava suspensa em função de atritos entre a produtora O2 Filmes e a Agência Nacional do Cinema (Ancine). O caso foi encarado por alguns como censura por parte do órgão ligado ao governo.

Na época, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC), filho do Presidente da República Jair Bolsonaro, comemorou o veto de recursos angariado pela produtora à agência para lançamento do longa.

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