Em 2005

Wagner Moura estreou em novelas como par de Adriana Esteves em trama esquecida da Globo

Hoje indicado ao Oscar, ator teve um dos personagens principais de A Lua me Disse, então aos 29 anos


Wagner Moura: à esquerda, em uma foto recente, aos 49 anos; à direita, com Adriana Esteves em A Lua me Disse, aos 29 anos
Wagner Moura concorre ao Oscar de melhor ator pelo filme O Agente Secreto; estreia em novelas foi há 21 anos, contracenando com Adriana Esteves - Foto: Reprodução/Montagem NaTelinha

Hoje indicado ao Oscar pelo desempenho em O Agente Secreto, Wagner Moura fez sua estreia em novelas como par romântico de Adriana Esteves em A Lua me Disse, título pouco lembrado que a Globo exibiu às 19h em 2005. Então aos 29 anos, ele foi escalado para um dos papéis principais da trama, disputando o amor da heroína com Marcos Pasquim, galã em alta na época.

Wagner Moura já despontava na cena artística por conta de trabalhos no cinema. Ele havia estrelado títulos como Carandiru (2003), O Caminho das Nuvens (2003) e Deus é Brasileiro (2003). Na TV, teve participações em A Grande Família (2003) e Carga Pesada (2003), além de integrar o elenco fixo do humorístico Sexo Frágil, entre 2003 e 2004.

Em entrevista recente, Miguel Falabella, que escreveu A Lua me Disse em parceria com Maria Carmem Barbosa (1947-2023), afirmou que insistiu para ter o ator no elenco. "Eu briguei por ele. A Globo não queria, achava que ele não era galã em A Lua me Disse. Eu falei: 'Não, eu quero ele. Ele é foda'", revelou.

Na trama, Wagner Moura interpretou Gustavo Bogari, um dos herdeiros de um banco. Ele era apaixonado por Heloísa (Adriana Esteves), que no passado namorou o irmão dele, morto em um acidente. A tragédia faz com que a mãe dos rapazes, Ester (Zezé Polessa), passe a culpar a moça e deseje ficar com a guarda do neto, filho da desafeta.

Gustavo mantém o amor por Heloísa em segredo, mas, logo no início da história, revela sua paixão. Só que o milionário enfrenta um forte concorrente: o misterioso e sedutor Tadeu (Marcos Pasquim), que chega para morar no Beco da Baiúca, onde a protagonista vive, e os dois logo se envolvem.

No decorrer da história, Heloísa e Tadeu ficam juntos, mas ele se revela um homem obsessivo e violento, o grande vilão da trama. Gustavo passa a ajudar e proteger a amada, enquanto o bandido se alia a Ester para destruir a inimiga em comum.

A Lua me Disse teve acusação de racismo e audiência mediana para a época

Wagner Moura estreou em novelas como par de Adriana Esteves em trama esquecida da Globo

A Lua me Disse registrou uma audiência mediana para os padrões das 19h nos 2000, longe de sucessos como Da Cor do Pecado (2004) e Cobras e Lagartos (2006). Por isso, nunca foi reprisada no Vale a Pena Ver de Novo nem no Canal Viva. Entretanto, desde 2024, está disponível na íntegra no catálogo do Globoplay.

Há 21 anos, a trama causou polêmica com personagens que renderam acusações de racismo. As irmãs trambiqueiras Latoya (Zezeh Barbosa) e Whitney (Mary Sheyla), que na verdade se chamavam Anastácia e Jurema, tentavam negar traços de sua negritude, o que foi encarado por ativistas como um estímulo ao preconceito.

Além de alisar e clarear cabelos, elas chegavam a usar pregadores de roupa no nariz a fim de afiná-los, em uma das sequências de maior repercussão. Por outro lado, foi feito um paralelo com outra irmã, Violeta (Isabel Fillardis), uma administradora de empresas bem-sucedida que tinha orgulho de sua raça.

O trabalho é pouco lembrado na carreira de Wagner Moura. Em novelas, ele só fez mais um trabalho: o vilão Olavo de Paraíso Tropical (2007). As cenas desse personagem, um sucesso ao lado de Bebel (Camila Pitanga), são compartilhadas até hoje nas redes sociais.

Veja cenas de Wagner Moura na novela A Lua me Disse:

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