Wagner Moura ironiza e "agradece" Bolsonaro por O Agente Secreto: "Sem ele não existiria"
Em entrevista explosiva ao The Daily Show, ator associa O Agente Secreto ao governo anterior, detona Lei da Anistia e celebra prisão de ex-presidente: "Perplexidade"
Publicado em 18/01/2026 às 17:32,
atualizado em 18/01/2026 às 18:05
O ator Wagner Moura causou alvoroço durante sua participação no tradicional talk show americano The Daily Show na última semana. Em ritmo intenso de divulgação do longa O Agente Secreto, o artista não economizou no tom crítico e na ironia ao abordar o cenário político brasileiro recente. Moura chegou a "agradecer" publicamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelo sucesso e pela própria existência de sua nova obra, afirmando que o filme é um fruto direto do período em que o político esteve no poder.
Durante a conversa com o apresentador Jordan Klepper, o tom descontraído sobre a dificuldade de encontrar uma boa caipirinha nos Estados Unidos rapidamente deu lugar a uma análise profunda sobre a democracia brasileira. Wagner revelou que, em uma das premiações que recebeu recentemente — o filme já passou com destaque pelo Festival de Cannes —, fez questão de citar Bolsonaro em seu discurso de agradecimento.
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“O filme tem recebido um grande reconhecimento desde o Festival de Cannes. E em um dos prêmios que recebi, eu agradecia a ele (Bolsonaro). Sem ele, não teríamos feito o filme. O filme nasce a partir da perplexidade compartilhada por mim e Kleber Mendonça Filho diante do que estava acontecendo no Brasil entre 2018 e 2022”,
Críticas e o cenário político em 2026
Sem meias palavras, o intérprete de figuras icônicas como Capitão Nascimento e Pablo Escobar contextualizou para o público americano o que chamou de "retrocesso democrático". Wagner Moura afirmou que Bolsonaro, embora eleito pelo voto popular, buscou resgatar valores da ditadura militar para o século XXI, criando um ambiente de tensão institucional que pautou a narrativa de O Agente Secreto.
Wagner Moura criticou duramente a Lei da Anistia de 1979, classificando-a como um obstáculo que o Brasil finalmente começa a superar. “O Bolsonaro jamais teria existido politicamente se não fosse a anistia”, sentenciou .
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