Reportar erro
Estreia na Record TV

Rodrigo Andrade decide raspar a cabeça para "Jesus": "minha mulher não queria"

Rodrigo Andrade estreia na Record TV após 10 anos na Globo

rodrigoandrade-simaozelote-jesus_d1f3611a72b1db7feb00d94bcd77d666d50f633c.jpeg
Foto: Blad Meneghel/Divulgação/Record TV
Sandro Nascimento

Publicado em 02/08/2018 às 06:00:29

Após 10 anos na Globo, Rodrigo Andrade faz sua estreia na Record TV como Simão Zelote, um dos 12 apóstolos na novela bíblica "Jesus". Para assumir o personagem, o ator decidiu raspar o cabelo, mesmo contra a opinião da esposa e amigos, para se distanciar de qualquer outro papel que tenha feito na televisão.

"A minha mulher não queria (risos), as pessoas que eu cheguei a perguntar antes, todos falaram que não era pra fazer. Mas eu senti que era importante pra mim. Isso foi uma decisão minha e que estou muito feliz. Engraçado, as pessoas não me reconhecem... Mas isso é muito importante e legal. Estou gostando de ficar careca Eu tive toda uma liberdade da direção geral para compor o Zelote. Pra mim era importante ter uma estética da qual eu não me reconhecesse. Eu nunca tinha raspado a cabeça com lâmina e também nunca deixei a barba tão grande", explicou Rodrigo Andrade ao NaTelinha.

Aos 34 anos, seu último trabalho na Globo foi o advogado Fábio na novela "Êta Mundo Bom!", em 2016. Antes, fez parte de "Amor a Vida", "Gabriela", "Insensato Coração", "Caras e Bocas" e participações em "Paraíso" e "Ciranda de Pedra".

Em seu primeira personagem na dramaturgia da Record TV, Andrade conta que foi recebido de braços abertos pelo executivos do canal.

Rodrigo Andrade decide raspar a cabeça para \"Jesus\": \"minha mulher não queria\"

"É uma emissora que tem uma direção artística, uma produção e os diretores executivos muitos próximos do elenco. Quase como uma grande família. Isso deixa a gente confortável para trabalhar. Sempre trabalhei na Globo e tenho uma gratidão enorme por todos os personagens que fiz lá, mas essa novela 'Jesus' e a Record me encantaram demais. Estou muito grato", diz o ator.

Sobre o novo folhetim bíblico da emissora, Rodrigo Andrade destaca que está sendo um privilégio fazer parte da primeira novela no mundo sobre a vida de Jesus. "Uma história linda, independente da religião ou não. É uma história que vale a pena ser conhecida", elogia o paulista, descendente de uma família circense.

Para ser Zelote, um dos 12 apóstolos de Jesus, o ator revela que assistiu a algumas séries, com a americana "The Bible". Além disso, para tentar entrar nesse universo bíblico, fez pesquisas sobre o ambiente e como as pessoas eram e gesticulavam.

"Depois é um trabalho pessoal que eu faço que é de imaginação, criar toda a história do personagem que não foi escrita, na minha cabeça. Dia após dia, trabalhando nisso, para que esse personagem ganhe vida de fato e uma história verídica dentro de mim", detalha.

Atores negros em novela

Sobre a discussão em torno de mais atores negros nas escalações de novelas, Rodrigo Andrade opina: "A gente vive hoje um país que tem uma adversidade muito grande e eu acho que essa inclusão é muito importante. Não só com negros, mas com orientais, deficientes, índios... Eu acho que tem espaço e deve existir essa inclusão na dramaturgia sim. Mas é muito complicado eu dar essa opinião, porque eu poderia responder se eu fosse o autor. Agora, os autores escrevem histórias e escalam de acordo com que pede o personagem. Cada autor responde por si", diz.

Carreira de cantor

Rodrigo Andrade decide raspar a cabeça para \"Jesus\": \"minha mulher não queria\"

Embora tenha conquistado a projeção nacional como ator, Rodrigo iniciou a carreira artística como cantor. Influenciado por seu avô, aprendeu a tocar violão aos sete anos. O novo contratado da Record TV acaba de gravar uma música com a dupla sertaneja Jorge & Matheus e pretende lança-la até o final do ano.

"Sempre existe um certo preconceito para qualquer tipo de artista que tenha mais de uma profissão dentro do meio artístico, aqui no Brasil. Os artistas lá de fora são muitos completos. São bons atores, são bons cantores, todos dançam muito bem. A arte é bem mais valorizada do que aqui no Brasil. Eu senti muito preconceito no início. Mas hoje já se passou um tempo... E graça a Deus, no meio da música, o pessoal já me conhece e gosta do meu trabalho. Hoje eu não sinto mais isso, é bem mais tranquilo", pontua.

Mais Notícias