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Nos EUA, Eduardo Bolsonaro diz que prefere morrer a ser preso

Eduardo Bolsonaro afirmou que está em exílio


Eduardo Bolsonaro em foto
Eduardo Bolsonaro fez declaração forte - Foto: Reprodução/Internet
Por Daniel César

Publicado em 20/07/2025 às 14:42,
atualizado em 20/07/2025 às 14:42

Nos Estados Unidos, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro afirmou que prefere morrer no exílio a ser preso no Brasil. Durante uma transmissão ao vivo ao lado de sua filha de quatro anos, ele declarou que não quer "forçar a família a entrar numa cadeia" e que prefere permanecer nos EUA, onde está em exílio, a enfrentar uma possível prisão no país.

Eduardo, que se declarou um "deputado federal em exílio", criticou duramente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, chamando-o de “gângster de toga” e acusando o STF de perseguição política contra ele e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o parlamentar, Moraes teria transformado o Supremo em uma "arma pessoal para perseguições políticas" e estaria sabotando as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

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A decisão de Eduardo de abrir mão da atuação política no Brasil — sem renunciar ao mandato — e de permanecer nos EUA por tempo indeterminado ocorre no contexto de uma ofensiva da Polícia Federal e do STF contra a família Bolsonaro, com mandados de busca, apreensão e restrições impostas ao ex-presidente.

O deputado também desafiou Moraes a condená-lo à revelia e a pedir sua extradição, afirmando que não retornará ao Brasil enquanto houver risco de prisão.

Ele classificou as ações contra sua família como agressões políticas e reafirmou que seguirá tentando construir apoios políticos nos EUA, embora tenha negado formalmente qualquer negociação para asilo político, contestando informações equivocadas a esse respeito.

Essa situação ocorre em meio a tensões diplomáticas, com acusações cruzadas de interferência e sabotagem entre o governo brasileiro, o STF e o bolsonarismo, cuja ala internacionalista busca apoio político na administração americana, enquanto o governo Lula reafirma a soberania brasileira e a independência das instituições.

A licença do filho de Bolsonaro na Câmara termina neste domingo (20), mas como há o recesso parlamentar, ele ganhou alguns dias de prazo para decidir. A tendência, no entanto, é de que se ele não retornar, deverá ter de renunciar ou perderá o mandato.

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