Luto

Ex-presidente da CBF, apoiador da ditadura e preso nos EUA: Quem foi José Maria Marin

José Maria Marin teve a vida recheada de polêmicas


José Maria Marin em foto
José Maria Marin morreu neste domingo - Foto: Reprodução/Internet
Por Daniel César

Publicado em 20/07/2025 às 13:12,
atualizado em 20/07/2025 às 13:12

José Maria Marin morreu na madrugada deste domingo (20), em São Paulo, aos 93 anos, após um quadro de saúde fragilizado desde 2023, quando sofreu um AVC. Ele foi internado no Hospital Sírio-Libanês, mas não resistiu.

Marin teve uma longa trajetória marcada por seu apoio à ditadura militar brasileira, carreira política, liderança no futebol nacional e envolvimento em escândalos internacionais. Ele iniciou sua carreira política nos anos 1960, quando foi eleito vereador e depois deputado estadual por São Paulo.

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Durante o regime, integrou a Arena, partido que sustentava o governo autoritário, e chegou a ser vice-governador do estado na gestão de Paulo Maluf, assumindo o governo paulista entre 1982 e 1983. Em seu percurso político, demonstrou alinhamento com o regime, chegando a fazer homenagens a agentes repressivos do período, além de participar da política na região dominada pelos militares.

Paralelamente, ele construiu influência no futebol. Foi presidente da Federação Paulista de Futebol entre 1982 e 1988 e presidiu a Confederação Brasileira de Futebol de 2012 até 2015, assumindo após a saída de Ricardo Teixeira. Durante sua gestão, teve papel central na organização da Copa do Mundo de 2014, sediada no Brasil. Em sua gestão, a nova sede da CBF na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, chegou a ser batizada com seu nome.

Porém, sua trajetória foi profundamente manchada por acusações e condenações por corrupção. Em 2015, no escândalo conhecido como Fifagate, Marin foi preso pelo FBI na Suíça, acusado de envolvimento em esquemas fraudulentos, corrupção e lavagem de dinheiro ligados à Fifa.

Posteriormente, foi extraditado para os Estados Unidos, onde foi condenado a quatro anos de prisão em 2018. Marin cumpriu pena entre prisão preventiva, prisão domiciliar em Nova York e regime fechado em uma penitenciária na Pensilvânia até ser libertado por razões humanitárias em 2020, durante a pandemia de Covid-19. Ele retornou ao Brasil e passou a viver sob prisão domiciliar. Após seu retorno, Marin viveu de maneira reclusa em São Paulo até sua morte. 

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