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Aos 76 anos, Tony Ramos revela se dá conselhos aos atores mais jovens

O veterano falou sobre o ofício do ator e a importância do teatro


Tony Ramos
Tony Ramos é um dos nomes mais respeitados das artes brasileiras - Foto: Divulgação/Globo

No ar em Dona de Mim como Abel Boaz, Tony Ramos é unanimidade entre seus colegas em razão da generosidade e gentileza que trata a todos. Aos 76 anos, o veterano abriu o jogo sobre a convivência com o elenco mais jovem da trama de Rosane Svartman.

"Na apresentação do elenco, já nas primeiras leituras, eu desmistifico isso. Pode ter certeza. Nós somos todos profissionais", explicou o artista a respeito da convivência com Juan Paiva, Clara Moneke e Rafael Vitti, em entrevista ao Gshow.

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"Claro, eu sou um homem muito vivido, muito experiente. Como é o caso da Sueli Franco, que está no elenco. Como é o caso da Claudinha Abreu, do Marcello Novaes. Somos todas pessoas vividas nesse trabalho, né? Mas eles são profissionais. Então, somos todos iguais", declarou Tony Ramos.

O veterano deixou claro que só dá conselhos quando pedem. "Nunca nada invasivo. Se eles perguntam, se têm alguma dúvida, é claro que eu respondo e tento sugerir", contou.

Tony Ramos fala sobre atuação no teatro

Aos 76 anos, Tony Ramos revela se dá conselhos aos atores mais jovens

No papo, Tony Ramos destacou a importância do teatro na formação do ator. "O texto deve ser milimetricamente decorado. É fundamental que seja", disse o artista, que está em cartaz com a peça O Que Só Sabemos Juntos, em São Paulo, ao lado de Denise Fraga.

"Toda sexta-feira, por volta de quatro da tarde, a gente repassa o texto, como ele é. A plateia, às vezes, propõe um jogo, porque a peça é assim. Aí você tem que estar preparado para improvisar. Mas é a partir de uma boa decoreba, de uma boa memorização, que você pode brincar melhor", comentou.

Cobrado a escolher entre William Shakespeare e Nelson Rodrigues, Tony foi categórico. "Shakespeare não tem que ser reverenciado. Não temos que reverenciar o autor como se fosse uma santidade. Você tem que respeitar aquele texto e fazê-lo imaginando como ele escreveu na época em que foi feito. A coisa do nosso querido, grande e imortal Nelson Rodrigues é que você tem que respeitar aquele texto pondo a sua verdade, pondo a sua alma naquilo que você está dizendo", concluiu.

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