Carioca proíbe filho de ler material da escola e desafia diretora: "Ensinando o que você não sabe"
Humorista alegou que certos livros são doutrinadores
Publicado em 19/06/2025 às 17:33,
atualizado em 19/06/2025 às 17:54
O humorista Márvio Lúcio, mais conhecido como Carioca, revelou que proíbe o filho de ler certos materiais indicados pela escola. De acordo com o comediante, alguns livros são doutrinadores e ele não mudou de ideia nem quando foi questionado pela diretora da instituição.
"Tem livros que eu não autorizo na escola. Isso aqui não vai, tá? Não, eu estou pagando. Isso não vai. E meu filho se levanta e se retira da sala quando começa a aula", disparou ele, em participação em um podcast.
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De acordo com o famoso, a diretora do colégio chegou a enfrentá-lo: "A diretora da escola veio me peitar: 'Você está fazendo uma coisa muito grave para o seu filho!' Eu falei: 'Eu? Estou ensinando o que você não sabe ensinar'. E ela falou: 'O quê?'. E eu: 'Coragem! Porque no mundo é preciso coragem, e ele já tem'".
"Uma mãe me liga e fala: ‘Nossa, que incrível o que você está fazendo nessa aula!’ Falei: ‘Faça o mesmo pelo seu filho’. ‘Então, veja bem!’ Falei: ‘Ser obrigado, para mim, não quer dizer muita coisa, não’. Não quer fazer a parte de vocês? Eu faço a minha", pontuou Carioca.
JefinhoMenes
Atitude de Carioca pode prejudicar a criança, dizem especialistas
De acordo com especialistas, a abordagem de Carioca pode privar o filho do humorista de experiências educacionais e sociais fundamentais. Isso porque o menino ter seu desenvolvimento crítico limitado, além de ter sua capacidade de lidar com a diversidade e sua relação com o aprendizado e as instituições prejudicadas.
Annete Baldi observa que ceder a apelos conservadores de pais que querem censurar livros revela um clima de cerceamento à liberdade de expressão e compara essa proibição a uma forma de ditadura, um retrocesso que representa "uma volta às trevas".
Já Valéria Peres Morato, pedagoga e presidenta do Sinpro Minas, afirma que a proibição de livros e a patrulha ideológica nas escolas são uma "grave interferência na liberdade de cátedra e no fazer docente", que "mina o pensamento crítico e fragiliza a democracia".
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