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Luisa Mell fala sobre dificuldade no início do ativismo e depressão

"Teve uma época que me dei muito mal", lembra Luisa Mell

Luisa Mell fala sobre dificuldade no início do ativismo e depressão
Luisa Mell e Julia Faria em canal no YouTube - Reprodução

Thiago Forato
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Thiago Forato

Thiago Forato é jornalista, escreve sobre televisão há 14 anos e assina a coluna Enfoque NT há oito, além de matérias e reportagens especiais no NaTelinha. Converse com ele:

thiagoforato@natelinha.com.br

Twitter: @tforatto

Publicado em 08/04/2019 às 10:33:04

Famosa ativista na causa dos animais e apresentadora, Luisa Mell contou um pouco da sua trajetória à Julia Faria em seu canal do YouTube, da Rede Snack.

O interesse pela causa animal apareceu somente depois de adulta, quando foi fazer uma reportagem para seu programa "Late Show", no Centro de Zoonoses, em São Paulo.

"Eu sempre brinco que começou depois de velha. E isso é uma coisa boa porque eu penso que qualquer pessoa pode mudar. Eram centenas de cachorros implorando pra mim e naquele dia eu não pude fazer nada, não tinha a menor noção, mas ali eu jurei que ia me dedicar a mudar isso", explanou.

Foi nesse momento que a apresentadora descobriu que seu caminho era outro e que tinha descoberto um mundo onde os animais são massacrados, explorados e que precisava dar voz a isso.

 “Comecei a virar madrinha de várias ONGs e colocar a proteção animal na TV, que era a primeira vez. Comprei muitas brigas, não foi fácil!... Teve uma época em que eu me dei muito mal, todas as portas se fecharam pra mim e eu entrei numa depressão muito forte, mas aí a minha mãe me falou: ‘levanta daí que você vai mudar o mundo’”.

 Luisa falou também que no começo resgatava os cachorros e os colocava em várias clínicas diferentes e aos poucos foi aprendendo e profissionalizando o trabalho. “Em 2015 eu me uni com várias ONGs, daí veio a ideia de criar meu próprio espaço... A gente tem uma diretoria, os funcionários recebem salário, porque agora a gente tem um hospital veterinário, eu sou a cara do Instituto e ele é meu maior orgulho. É uma das maiores ONGs da América Latina, a gente consegue fazer um trabalho com muita dignidade pra esses animais que sofreram”.

 Ela lembra de seu último resgate, que segundo ela, foi o maior do mundo com 1.700 filhotes resgatados de um canil em Piedade.

“A gente pega os protocolos de ONGs internacionais para saber lidar e não tinha nenhum maior que esse. O maior foi nos EUA com uns 900 e poucos. Terrível porque a gente não tem punição para quem maltrata os animais no país”.


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