Luto

Ícone do funk, MC Marcinho morre aos 45 anos no Rio

Cantor lutava pela vida há semanas, mas não resistiu

MC Marcinho faleceu neste sábado (26) - Foto: Reprodução
Por Redação NT

Publicado em 26/08/2023 às 10:10:00,
atualizado em 26/08/2023 às 10:11:53

O cantor MC Marcinho, reconhecido como um dos pioneiros do Funk Melody no Rio de Janeiro, faleceu neste sábado (26) devido a complicações cardíacas. O artista estava internado desde 27 de junho em decorrência de problemas de saúde.

Nascido em Duque de Caxias em 1977, MC Marcinho ganhou destaque na cena musical por suas contribuições à vertente melody do funk carioca. Entre seus hits mais conhecidos estão "Rap do Solitário", "Princesa", "Glamurosa" e "Garota nota 100".

A notícia do falecimento foi confirmada pela Rede D'Or, por meio de uma nota assinada por Marcelo London, diretor médico do hospital Copa D'Or.

“O Hospital Copa D'Or confirma com pesar a morte da paciente Marcio André Nepomuceno Garcia na manhã deste sábado(26), às 9h10, em decorrência da falência múltipla de órgãos. O hospital se solidariza com a família e amigos por essa irreparável perda”.

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O artista iniciou sua trajetória como frequentador de bailes funks e alcançou a fama com seu primeiro rap, "Rap do Solitário", que conquistou um festival de galeras. Durante os anos 1990, formou uma parceria musical com a MC Cacau e lançou o CD "Porque te amo" (1997) pela gravadora Afegan.

Em 1998, MC Marcinho lançou seu primeiro álbum solo, intitulado "Sempre Solitário", que incluía a música "Garota nota 100". O álbum teve produção assinada pelo DJ Marlboro e contribuiu para a consolidação do cantor no cenário musical.

Apesar dos desafios enfrentados no cenário do funk romântico, MC Marcinho obteve sucesso com a música "Motivos da Vida" em 1999.

Durante os primeiros anos dos anos 2000, MC Marcinho enfrentou um período de menor destaque devido à popularização de um estilo mais erótico e animado no funk. No entanto, sua trajetória musical conheceu uma reviravolta com a música "Glamurosa", que trouxe uma modernização ao incorporar o elemento contemporâneo do tamborzão ao funk e foi inspirada na apresentadora Xuxa.

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Em 2006, o cantor enfrentou um grave acidente de carro que resultou em lesões significativas, levando-o a se apresentar com o apoio de cadeira de rodas e muletas até sua completa recuperação. No ano seguinte, sua composição "Se não fosse o funk" foi gravada por Lulu Santos em seu álbum "Longplay".

Em 2011, MC Marcinho lançou um álbum duplo intitulado "Tudo é festa", que registrou um show realizado no Circo Voador. O álbum contou com colaborações de artistas como Sandra de Sá e MC Sapão, ampliando ainda mais sua presença musical.

O cantor também expandiu seus horizontes internacionalmente, se apresentando em diversos países, incluindo Portugal, Espanha e Moçambique. Em 2014, contribuiu com a coletânea "Pancadão das marchinhas", reinterpretando músicas populares e demonstrando sua versatilidade musical.

Entretanto, problemas de saúde persistiram nos últimos anos. MC Marcinho enfrentou hospitalizações devido a pneumonia, um princípio de infarto e uma infecção bacteriana. Em 2020, sua saúde foi desafiada por um quadro grave de Covid-19 que o levou à UTI. Já em 2021, o cantor passou por um coma de quatro dias devido a uma infecção bacteriana no pé esquerdo e uma enfermidade pulmonar.

MC Marcinho enfrentou uma série de desafios em relação à sua saúde nos últimos meses. Em junho, o cantor foi hospitalizado para receber tratamento relacionado a problemas cardíacos e renais. Durante esse período, ele sofreu uma parada cardíaca, o que levou à necessidade de ser intubado no mês seguinte.

Diante da gravidade de sua condição, Marcinho passou por uma cirurgia para receber um coração artificial, visando auxiliar seu sistema cardiovascular comprometido. Paralelamente, ele foi colocado na lista de espera para um transplante de coração, buscando uma solução definitiva para seus problemas cardíacos.

Entretanto, o cantor enfrentou um novo revés em sua jornada de recuperação. Uma infecção generalizada em agosto teve como resultado sua remoção da lista de espera para o transplante de coração. O Sistema Nacional de Transplantes estabelece regras rigorosas para garantir a segurança dos procedimentos, incluindo a condição física do receptor e sua capacidade de suportar a cirurgia e a adaptação ao novo órgão.

Após um longo período de luta, ele não resistiu e faleceu na manhã de hoje.



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