Diretor rebate acusações de Thammy: "pegou patrocínio e não me passou um centavo"

Confira também entrevista com Thammy Miranda na reportagem

Thammy Miranda, Andressa Ferreira e Carlos Verahnnay - Divulgação

Publicado em 18/06/2017 às 19:12:28 , atualizado em 19/06/2017 às 12:17:27

Por: Diego Falcão com Fabrício Falcheti e Sandro Nascimento

Carlos Verahnnay, diretor de "Trans - Terapia de relacionamentos amorosos neuróticos sexuais", estrelado por Thammy Miranda, se pronunciou em entrevista exclusiva ao NaTelinha sobre as acusações do ator. A peça foi suspensa neste final de semana no Rio.

Em conversa com a reportagem, Thammy negou a versão do diretor, de que o espetáculo teria sido cancelado por falta de público: "Ele não cumpriu os pagamentos". Afirma que a equipe estava sem receber: "A nossa equipe inteira teria que receber e era por porcentagem. A gente precisa apresentar o espetáculo para eles receberem".

Peça estrelada por Thammy Miranda é suspensa por falta de público no Rio

Também idealizador da peça, Carlos diz: "Não paguei porque não tinha público. Eu tenho tempo para pagar. Tinha três semanas". O diretor fala sobre uma das faltas de Andressa Ferreira, namorada de Thammy que também atua no espetáculo: "Tem uma foto dela numa quarta-feira no curso do Wolf Maia. Ela tinha um compromisso aqui. Os dois foram antiprofissionais".

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Eles só visaram dinheiro

Carlos Verahanay sobre Thammy e Andressa

Carlos fala que nesta segunda-feira (19) terá que se explicar com a Funarte (Fundação Nacional de Artes) sobre o fim da peça. "Sou um homem do teatro há anos, não estou acostumado com confusão. Me deixaram numa sinuca de bico e fazem acusações horríveis. Quero provas disso", esbraveja.

Questionado sobre o que mais o incomodou, o diretor responde: "Falta de gratidão". Ele ainda revela um contrato que servirá de apoio na justiça sobre o assessor político de Thammy, que na última semana queria alterar o valor de bilheteria de 8% para 15%: "Tinha combinado com Thammy 8% de bilheteria, na última semana o assessor queria um novo contrato de 15%, onde 7% seria do assessor. O novo contrato dizia que o assessor se tornaria idealizador do projeto inteiro e eu só responderia pela parte artística. Queria tomar conta da minha peça e ele era apenas um assessor político. Ou seja, eram dois mercenários".

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Carlos reforça o pouco dinheiro arrecadado nas primeiras semanas mas tinha confiança no sucesso da peça: "Sou um homem do teatro há anos. Achei que a peça ia viajar. Mas eles só visaram dinheiro".

Sobre o dinheiro do patrocinador que Thammy recebeu, ele disse: "todo mundo era para ter sido pago. Eu não paguei ninguém, fiquei esperando o borderô". O diretor não entende porque o valor recebido do patrocinador não chegou até ele, já que é o detentor de tudo: "Tudo é meu da peça. Eles deixaram a peça. Falta de caráter é a dele, que pegou um patrocínio e não me passou um centavo".

Thammy Miranda

Em entrevista ao NaTelinha, Thammy Miranda negou a versão de Carlos Verahnnay e disse que ele mentiu sobre a porcentagem do teatro: "A gente descobriu que ele estava mentindo sobre a porcentagem do teatro. O teatro ficaria com 40% e a gente 60% (equipe). Na verdade era 10% teatro e 90% dele para pagar a equipe".

"Nessas duas semanas apresentamos a peça e ele não pagou. A única que recebeu por não ser diarista foi a iluminadora. O restante não recebeu nada. Não tínhamos como apresentar a peça, não pagava ninguém", disse.

Thammy garante que o restante da equipe irá receber: "Vão ser devidamente pagos. Nem que eu tenha que pagar do meu próprio bolso, irão ganhar".

O diretor fez questão de rebater a questão dos 40%: "foi uma suposição que eu fiz antes de assinar o contrato. Depois que assinei o contrato, eu vi que era 10% e fiquei feliz que podia pagar a equipe inteira. Durante o espetáculo, por estar em cena, não era eu que mexia no borderô, era minha assistente de produção. Isso é descabível".

O ator ainda revelou que Carlos recebeu um valor no Festival de Tiradentes: "Ele estava mentindo para gente em várias coisas. Como no Festival de Tiradentes ia ser só por divulgação e ele ganhou seis mil reais".

Thammy afirma que a peça só estreou em respeito ao público. Sobre a polêmica envolvendo o patrocínio de "Trans", o filho de Gretchen explica: "A empresa é de um amigo. Ele ajudou a gente por minha causa. Desse dinheiro foi pago a projeção, bufett da estreia, coisas que ele me devia, que tinha acordado comigo, eu tenho recibo de tudo o que foi gasto com o dinheiro do patrocinador". E completou: "Eu tinha fechado duas temporadas. A segunda não peguei o dinheiro (do patrocínio)".

Thammy garante que vai processar Verahnnay, em uma ação conjunta com a equipe. "Ele não brigou comigo e com a Andressa, foi com toda equipe. Eu não fiquei com nenhum centavo desse dinheiro e tenho todos os recidos para provar", bradou.

Por fim, Thammy Miranda disse que não está frustrado com o teatro, apesar da estreia conturbada. "O teatro não tem culpa nenhuma de existir pessoas de mau caráter. Existe em todo lugar. Não me arrependo e não gostaria de parar a peça. Faria ela hoje sem problema algum. Só ele não estar presente e o dinheiro ser pago a minha equipe. Ela precisaria receber. Eu não queria 1 real da bilheteria. Repassaria para eles".

Repercussão

Na última sexta (16), a equipe de reportagem do NaTelinha se dirigiu ao Glauce Rocha para entrevistar Thammy Miranda. Ao chegar no local, havia um aviso de que a peça estava cancelada. Em conversa com o site, o diretor Carlos Verahnnay disse que o motivo primeiramente seria pelo feriadão de Corpus Christi, mas depois confirmou que a bilheteria já estava aquém da esperada.

"Foi por causa do feriado, não tava dando público...", disse ele por telefone. "Na verdade a gente não tá tendo o público que a gente queria, por ser no Centro da cidade... Uma junção de coisas", completou.

A reportagem desencadeou todas as revelações e acusações.



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