Gloria Vanique se escondeu atrás de árvore para cobrir caso Eloá
Jornalista ainda apontou erros na cobertura do caso
Publicado em 19/03/2026 às 10:35,
atualizado em 19/03/2026 às 10:43
Gloria Vanique cobriu de perto o caso Eloá, que retrata o caso de Eloá Cristina Pimentel, morta em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo seu ex-namorado, Lindemberg Alves. Ela era repórter da Globo e relembrou com detalhes parte dessa história ao NaTelinha Talk na noite dessa quarta-feira (18). "Teve um momento que eu me escondia atrás de uma árvore", contou em conversa com Helô Agmihini e Drika Oliveira.
"Era um descampado. Então o cara tinha a janela ali, ele saía com o revólver na mão e você tá ali. Ele poderia atirar em você. Poderia acontecer. E tinha uma árvore que eu escondia, porque para eu entrar ao vivo, tinha que estar de costas para a janela", detalhou.
"Se ele quisesse atirar na repórter da Globo, atiraria."
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Árvore protegeu Glória Vanique
Segundo ela, depois de muito tempo, a polícia tirou toda a imprensa de lá. "E aí a gente teve que buscar algum local porque o pessoal queria saber informação e tal. E a gente foi batendo, isso era 7 da manhã, foi batendo na casa dos vizinhos", explicou.
Os vizinhos é quem abriram suas casas para ajudar na cobertura dos jornalistas. "A gente acabou se instalando num apartamento que tinha visão pra janela e era de lá que a gente mostrava toda a movimentação."
Para a jornalista, houve erros na cobertura. "Muita gente entrando ao vivo pra falar com o sequestrador. Isso não existe. A polícia é treinada para falar ao vivo, para falar no telefone com sequestrador durante um sequestro. Jornalista não é ninguém. Esse é o tipo de erro que não poderia ter acontecido. Graças a Deus ele não pensou, mas ele poderia matar ao vivo falando com alguém", criticou.