Âncora do Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Evandro Cini fala sobre novo desafio e entrega "maratona"
Jornalista aborda sua nova fase profissional, agora à frente de um dos mais tradicionais programas de rádio e TV
Publicado em 26/02/2026 às 04:05,
atualizado em 26/02/2026 às 10:55
Novo âncora do Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Evandro Cini não está para brincadeira em uma profissão cada vez mais difícil e repleta dos mais variados desafios e dissabores. São mais de 16 anos de experiência, entre passagens pela TV Morena e TV Tem - afiliadas da Globo em Campo Grande (MS) e Bauru (SP), respectivamente - e a CNN Brasil.
Em entrevista exclusiva ao NaTelinha, o jornalista aborda esse novo momento profissional, fala da oportunidade de assumir o comando de um dos maiores clássicos do rádio brasileiro - e que nos últimos anos migrou para a TV - e revela como vê o jornalismo na atualidade.
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Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, o comunicador também atua como palestrante e mestre de cerimônias em eventos corporativos. "Acho que é uma mudança que dá fôlego para quem faz e para quem assiste ao Jornal da Manhã. É como se vários cafezinhos passados na hora fossem servidos à audiência conforme o noticiário deslancha. Essa novidade também ajuda a manter o ritmo num jornal que dura 5 horas ao todo", explica o âncora a respeito do novo formato do jornalístico, agora dividido em duas partes, das 5h às 7h com Roberto Nonato; e das 7h às 10h com Evandro Cini e Beatriz Frehner.
"Desde criança, eu tenho o hábito de consumir notícia no rádio e na TV. Aliás, foi essa rotina que me inspirou a ter essa profissão. Me lembro de ouvir o Jornal da Manhã junto com meu pai e de esperar pelas crônicas do Joseval Peixoto", conta.
Há exato um mês, o Jornal da Manhã passou por mudanças na Jovem Pan. "A primeira mudança envolve a dinâmica no estúdio. É um jornal mais vivo, com mais movimento e uma linguagem mais despojada, sem perder a essência de credibilidade que o Jornal da Manhã tem. Em termos de conteúdo, as edições contam agora com análises mais dinâmicas, ilustrações dos temas mais complexos e uma participação maior das afiliadas da Jovem Pan espalhadas pelo Brasil", detalha.
Evandro Cini explica que precisou se adaptar ao novo desafio. "Minha rotina mudou bastante. Eu acordo todos os dias às 4h da manhã. Tomo um cafezinho bem forte e vou pra TV. Chego por volta de 5h da matina. Ali, discuto os temas com a equipe de edição e sugiro algumas abordagens. Ao sair do ar, não é tão simples desligar. Durante a tarde, estudo os assuntos relevantes acompanhando a cobertura em diferentes veículos de comunicação. Também aproveito para falar com fontes e articular possíveis entrevistas para o jornal. Às 21h, no máximo, já estou pronto pra dormir (risos)", revela, entregando uma verdadeira "maratona".
Para ele, é fundamental a participação em todos os processos de formatação do jornal. "A apuração se tornou parte essencial da função. A gente toma cada vez mais posse do que está contando ali, e isso só é possível a partir das fontes. Normalmente, converso com diferentes autoridades da política e da economia ao longo da tarde, preparando os passos para a manhã seguinte. E se uma novidade aparece enquanto estou no ar, já envio aquele bom e velho zap", explica.
Elogiado nas redes sociais, o apresentador diz como tem recebido esse feedback positivo. "Recebo com muita honra e alegria. O reconhecimento do público é combustível para seguir em meio a um noticiário cada vez mais denso e com tamanha polarização política. Ao mesmo tempo, mantenho os pés no chão. Acho que a humildade é uma boa ferramenta para retribuir esse carinho. Penso que tenho uma profissão como qualquer outra. A diferença é que apareço na TV (risos)", comenta.
Evandro Cini fala sobre referências

No papo, Evandro Cini também aborda a sua passagem pelas afiliadas da Globo e a experiência à frente de alguns programas da CNN Brasil. "Tenho excelentes recordações. Foi um período importantíssimo de aprendizado e amadurecimento profissional", afirma.
"Eu comecei minha carreira como estagiário de uma afiliada Globo em Mato Grosso do Sul. Virei repórter na fronteira com o Paraguai e depois vim para São Paulo, onde atuei em outra afiliada da Rede Globo por 10 anos. Foi ali, no interior de SP, que me consolidei como apresentador e descobri essa linguagem que me aproxima tanto do público", conta o jornalista.
"Até hoje, quando volto a Bauru, cidade onde atuei por estes anos todos, sou recebido com sorrisos e abraços de quem me acompanhava lá. Aliás, foi ali que surgiu meu principal bordão: 'Fique com Deus! Tchau!'... com a mão bem espalmada (risos). É um detalhe que parece simples, mas que faz o público se sentir próximo", explica Evandro.
Por fim, Cini fala sobre referências e reflete se o jornalismo ainda vale a pena. "Acho que não é possível apontar apenas uma referência. Eu sempre consumi informação e análise de diferentes veículos de comunicação e, de cada um, absorvo conhecimento para melhorar meu repertório. E sim! Na minha opinião, o jornalismo é uma profissão que sempre valerá a pena por causa do importante papel de transformação que ele cumpre na sociedade. Por isso, penso que os profissionais deveriam ser muito mais valorizados em suas funções", finaliza.