NaTelinha Talk

André Maggi detalha influência dos canais FAST na TV 3.0

André Maggi foi convidado do podcast NaTelinha Talk, transmitido pelo canal NT+Talk e apresentado por Gustavo Leme


André Maggi
Por Naian Lucas

Publicado em 21/11/2025 às 20:33,
atualizado em 21/11/2025 às 21:35

As transformações no ambiente audiovisual impulsionadas pela TV 3.0 têm alterado a relação entre produtores de conteúdo, plataformas e anunciantes. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (21) ao NaTelinha Talk, apresentada por Gustavo Leme, André Maggi, CEO da The Media Trade e criador do Canal do Anúncio, descreveu como os canais FAST passaram a ocupar posição central nesse processo.

Maggi explicou que o formato rompe com a estrutura da TV aberta tradicional e opera em um modelo sustentado inteiramente por publicidade. Segundo ele, “os canais fast significam canais que são suportados por propagandas, ou seja, eles se sustentam por propagandas”.

O executivo comparou essa lógica à programação linear de emissoras como SBT, Globo e Band, destacando que os FAST funcionam de forma híbrida, ao incorporar características da TV por assinatura.

“Nada mais diferente do que se tornou a TV aberta. Os canais como SBT, Globo, Band, que são canais lineares, que nós acompanhamos a programação, enquanto os canais fast são híbridos, porque também traz uma coisa da TV por assinatura, que é a questão da segmentação”, afirmou.

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Essa segmentação, segundo Maggi, está diretamente relacionada a temas específicos. Ele citou canais voltados exclusivamente para determinados assuntos, como conteúdo pet ou decoração, estrutura semelhante à encontrada nos pacotes de TV fechada.

“Os canais fast trazem esse DNA que pegam essa composição da segmentação, que tem a ver com assuntos específicos, como um canal voltado só para conteúdo pet, outro para falar de decoração, como ocorre na TV fechada, mas vejo algo além da segmentação”, disse.

A origem de parte desses canais também compõe o novo cenário. Maggi observou que muitos deles nascem de criadores digitais, especialmente produtores do YouTube que migram para formatos lineares conectados. Esse movimento, afirmou, nem sempre está ligado à venda publicitária tradicional.

“Muitos estão vindo do youtuber, já trazendo um conteúdo produzido para ter mais visualização e não necessariamente para vender a publicidade. É um objetivo mais purista, que tem a intenção de atender quem quer o assunto específico”, explicou.

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Ele acrescentou que essa característica tem atraído o interesse de marcas. “Isso chama a atenção dos anunciantes, que precisam estar atentos para irem ao encontro dessa nova oferta de tantos canais”.

O CEO também descreveu mudanças no modo como o público acessa conteúdos. Para ele, a ampliação de canais FAST está ligada ao uso de celulares, aplicativos e televisores conectados, que funcionam de forma próxima ao ambiente computacional.

Esse conjunto de interfaces redefine a interação com a tela. Segundo Maggi, “são canais que podem ser vistos por telefone celular por aplicativos e pelas televisões inteligentes, que estão mais próximas dos computadores, que buscam oferecer conteúdos mais amigáveis aos donos das TVs”.

Ele detalhou a mudança de comportamento. “Uma leitura mais harmoniosa e intuitiva. Então vou ser mais explorador da televisão, diferentemente de como eu era antes, que ficava apertando o botão para cima e para baixo para escolher o que eu queria ver”.

André Maggi

A entrevista apresentou ainda o percurso profissional de Maggi, que estruturou suas empresas para democratizar processos de compra e venda de mídia. A The Media Trade e o Canal do Anúncio foram desenvolvidos com foco em tecnologia aplicada à operação publicitária e em ferramentas de acompanhamento e análise de campanhas.

Seu objetivo declarado é integrar agentes do mercado e oferecer plataformas que respondam às mudanças aceleradas na distribuição de conteúdo em ambiente digital.

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