Nova novela

A Nobreza do Amor teve festa de lançamento glamourosa e em local histórico

Evento foi realizado em castelo que serviu de cenário para o último baile do Império


Fotomontagem NaTelinha
Festa de A Nobreza do Amor - Fotos: Tatiana Bruzzi/NaTelinha

Quando as primeiras chamadas de A Nobreza do Amor começaram a surgir na tela da Globo já era visível a qualidade da produção. Criada e escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Jr, e com direção artística de Gustavo Fernández, a nova novela das seis da Globo aborda a aristocracia africana.

A produção estreia na próxima segunda-feira (16), mas a contagem regressiva começou na noite de ontem (9) com a festa de lançamento do folhetim, realizada na Ilha Fiscal, na Baía de Guanabara, Centro do Rio de Janeiro. E o NaTelinha estava presente. 

Para já ir entrando no clima, o local do evento não poderia ser mais propício. Elenco, convidados e imprensa se reuniram no histórico castelo que serviu de cenário para o último baile do Império, e que antecedeu a Proclamação da República (1889).

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A decoração luxuosa apostou em cores fortes, quentes e vibrantes como o vermelho e o dourado em sua predominância. Já no cardápio, um contraste entre os pratos tradicionais da região Norte do Brasil com elementos do continente africano.

A Nobreza do Amor teve festa de lançamento glamourosa e em local histórico

Frutos do mar, acarajé, carpaccio de suíno, baião de dois, foie gras, brigadeiro de gorgonzola, chips de batata-doce e croquete de carne-seca com molho de abóbora eram apenas algumas das deliciosas opções do menu que contava, ainda, com uma variedade de queijos, frutas e pães.

Ambientada nos anos 1920, a trama tem Duda Santos como protagonista no papel de Alika, uma princesa africana obrigada a deixar o reino de Batanga e se refugiar aqui, no Brasil, para escapar da tirania de Jardel, vilão interpretado por Lázaro Ramos que lidera um golpe de estado.

É na fictícia cidade de Barro Preto, no Rio Grande do Norte, que a mocinha vai conhecer o amor verdadeiro através de Tonho, interpretado por Ronald Sotto, brasileiro, humilde e batalhador.

A Nobreza do Amor teve festa de lançamento glamourosa e em local histórico

Autora de sucessos como Amor Perfeito (2023), Órfãos da Terra (2019) e Cordel Encantado (2011), Duca Rachid quer aflorar no telespectador a nobreza que existe dentro de cada um de nós. "Retratar uma África nunca contada na nossa história", disse.

A escritora confirma que a novela tem uma linguagem fabular, e ressalta que o maior desafio é manter o ritmo até o final, já que se passa em dois cenários que conversam entre si.

"É um trabalho difícil, mas a gente está firme no propósito de seguir nessa dinâmica até o fim".

Duca Rachid

"Ele apronta, viu", diz Lázaro Ramos sobre vilão

A Nobreza do Amor teve festa de lançamento glamourosa e em local histórico

Uma novela de época com pautas atuais, assim pode-se definir A Nobreza do Amor. Ambientada na década de 1920, o folhetim aposta em uma narrativa nova, cujo o protagonismo negro é a gênese dessa história, segundo Júlio Fischer.

"Temos elementos ficcionais, mas não fantasiosos. É uma preocupação nossa. A semente da novela partiu desse propósito. Uma África rica, sofisticada e nobre", destacou o autor.

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Elísio Lopes Jr. complementa a fala do parceiro ressaltando que a África é um personagem, um elo de ligação. "É sobre os valores do povo que mais ocupou as frentes do nosso País a partir da escravização", apontou o escritor.

"De um lado temos um universo místico e do outro lado um mergulho na literatura brasileira, referências que fazem parte do nosso universo. É sobre o nosso lugar de realeza na história, não de tristeza, apesar de retratar um período em que muitos países africanos estavam sendo colonizados".

Júlio Fischer

Talvez, por isso, grande parte do elenco quis fazer parte deste projeto, correu atrás, pediu uma chance ou aceitou o convite com empolgação, um brilho nos olhos que era perceptível nas conversas com a imprensa durante o evento.

A Nobreza do Amor teve festa de lançamento glamourosa e em local histórico

Entre eles Lázaro Ramos, que estreia no papel de vilão depois de mais de 30 anos de carreira. O ator não esconde a satisfação, e preocupação também, com o Jardel. Segundo ele, mais um tirano dos muitos que existem até hoje.

"Ele apronta, viu! [risos]. Não estava nos meus planos fazer um vilão, mas esse é um personagem que está me desafiando a abrir mão dos meus recursos como ator, e entender esse personagem que tem tantas atitudes reprováveis, mas, ao mesmo tempo tá dando um prazer imenso".

Lázaro Ramos

"O texto tem uma qualidade tão grande que eu estou estudando como se estivesse nos meus primeiros anos de teatro, sabe? E isso é bonito, depois de tantos anos na profissão retomar essa chama, essa paixão pelo trabalho", concluiu.

A festa continuou com a apresentação do músico Feyjão, que trouxe um repertório dedicado a grandes interpretes brasileiros como Margareth Menezes, Gilberto Gil e Caetano Veloso, entre outros.

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