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Elisa Lucinda fala sobre Coração Acelerado e admite pouca intimidade com o sertanejo

Na trama, a atriz será Zuzu, cantora e melhor amiga de Janete e da filha dela, Agrado


Elisa Lucinda
Elisa Lucinda deu detalhes de sua volta às novelas em Coração Acelerado - Foto: Divulgação/Globo

De volta às novelas após três anos, Elisa Lucinda deu detalhes de sua personagem em Coração Acelerado, que estreia no próximo dia 12 na Globo, em substituição a Dona de Mim. Na trama de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, a veterana dará vida a Zuzu, cantora e melhor amiga de Janete (Leticia Spiller) e da filha dela, Agrado (Isadora Cruz).

"Eu vejo a Zuzu na crista da onda contra o etarismo. Sou uma mulher de 67 anos interpretando uma personagem que tem por volta de 60, que não se casou porque não quis, para não ter a dependência de um homem", contou a atriz em entrevista à coluna Play, do jornal O Globo.

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"No entanto, ela é feminina, interessante, não é masculinizada. Existiu esse clichê de que uma mulher independente é masculinizada, como se a proatividade não fosse também uma característica feminina. Estou gostando dessa onda dela", comentou Elisa Lucinda, que também está no elenco de Dona Beja, da HBO Max.

No papo, a artista analisou a forma como as mulheres de meia idade são representadas no ficção. "Acho que ainda não chegou no audiovisual a mulher que muitas de nós somos na vida real. Mulheres da minha geração que namoram, que podem ser heroínas, mais velhas, mais sábias, mais espertas em relação aos homens, com uma relação que não é de dependência. Por isso estou gostando tanto de interpretar a Zuzu", disse.

Elisa Lucinda fala sobre Coração Acelerado

Elisa Lucinda fala sobre Coração Acelerado e admite pouca intimidade com o sertanejo

Na entrevista, Elisa admitiu que que não tem muita intimidade com o universo sertanejo. "Sou uma criança, estou conhecendo agora. Nunca foi minha predileção, a não ser a moda de viola, o sertanejo raiz. Mas está sendo um ótimo aprendizado. É perigoso generalizar gêneros", afirmou.

"Quem nunca cantou músicas sertanejas que são hinos emocionais nossos? Tem boas músicas, além do império da sofrência, que retrata o machismo na sociedade. O legal na nossa novela é que tem a voz feminina no sertanejo, inclusive a voz feminina negra, que a Gabz está fazendo. O fato de ser uma novela escrita por mulheres faz a diferença", elogiou a atriz.

Por fim, Elisa destacou a parceria com Leticia Spiller e Isadora Cruz. "Eu sonhei em trabalhar com a Isadora. Eu a vi em Guerreiros do Sol e pensei: 'Que vontade de contracenar com essa atriz'. Quando veio o convite e soube que ela seria minha afilhada, fiquei emocionada. Nosso encontro foi muito lindo. Nosso núcleo é muito forte. Eu, ela e Leticia temos várias conexões pessoais: como vemos a vida, nossos hábitos, nossas diversões. Criamos um grupinho no WhatsApp chamado 'As Bruxas de Goiás', porque ficamos muito conectadas. Eu e Leticia nos respeitamos e nos amamos há muito tempo, e agora estamos nos esbaldando em cena", concluiu.

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