Estreou há sete anos

Como "Avenida Brasil" virou o primeiro fenômeno das redes sociais ao falar da classe C

Novela fez sucesso em todo país há exatos sete anos

Nina e Carminha
Adriana Esteves e Débora Falabella foram Carminha e Nina em "Avenida Brasil" - Foto: Reprodução/Globo
Foto do Colunista / Jornalista

Naian Lucas
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Naian Lucas

Naian Lucas escreve há 10 anos e já fez de tudo um pouco nas redações. Apaixonado por televisão, é roteirista e trabalha na área desde 2014. Atualmente, é repórter do NaTelinha e aficcionado por tudo que envolve dramaturgia. Siga-me no Twitter: @naiaan

Publicado em 26/03/2019 às 12:00:27

Há exatos sete anos, estreava no horário das 21h da Globo uma novela que iria se transformar no primeiro grande fenômeno das redes sociais. De João Emanuel Carneiro e com direção de núcleo de Ricardo Waddington, "Avenida Brasil" foi ao ar falando da nova classe social brasileira, a classe C.

A novela abordava o fictício bairro do Divino que ficava na periferia do Rio de Janeiro, porém mostrava personagens que haviam vencido na vida por meio do trabalho. Como é o caso de Tufão (Murilo Benício), ex-jogador de futebol que jamais conseguiu deixar a região e construiu uma mansão por lá.

Mas não apenas ele, a trama mostrou outros cases de empreendedorismo que eram a cara da classe C que estava no auge à época. Monalisa (Heloisa Perissé) iniciava a novela como uma manicure e, logo no início da segunda fase, já estava com seu próprio salão e diversas empregadas.

Por falar em empregadas, naquele ano a Globo decidiu dar ares de protagonismo para elas. Além de “Cheias de Charme” que mostrou a ascensão das Empreguetes, a própria “Avenida Brasil” tratou do tema.

Nina (Débora Falabella) era a mocinha da novela. Para se vingar da vilã Carminha (Adriana Esteves), que havia a jogado no lixão, ela decide aceita a função de doméstica na mansão da família Tufão. Além da protagonista, o folhetim deu destaque para outras duas empregadas.

Janaína (Cláudia Missura) e Zezé (Cacau Protásio) protagonizaram cenas das mais engraçadas. A dupla acabou ganhando o coração do público pelo bom humor e irreverência típicos da classe C.

Por conta disso tudo, “Avenida Brasil” se transformou em um fenômeno das redes sociais. No Twitter, em praticamente todos os capítulos, um mar de postagens com “Oi oi oi” era realizado no momento da abertura, se referindo à versão cantada para “Kuduro”.

Além disso, numa época em que isso não era tão comum, a obra costumava preencher todos os 10 assuntos mais comentados do Twitter. Não raras as vezes, no horário da novela, a página chegava a sobrecarregar e ficava fora do ar por alguns minutos.

O fenômeno de “Avenida Brasil” foi explicado por João Emanuel Carneiro. Para o autor, a novela somente fez sucesso por ter ido ao ar justamente no momento em que a classe C estava em seu auge. Com alto poder de compra, parte da população que morava na periferia havia se transformado em protagonista da economia nacional.

“Não sei se hoje ‘Avenida Brasil’ seria esse sucesso. As pessoas agora não estão mais tão felizes e a crise econômica tiraria parte do sentido do pano de fundo da nossa história”, comentou o autor em 2015, durante sua novela seguinte, “A Regra do Jogo”.

Fato é que, em 26 de março de 2012, “Avenida Brasil” entrava no ar e redefinia o jeito de assistir televisão. Desde então, a segunda tela cada vez mais ganha destaque na dramaturgia brasileira.


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