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11 atores que precisaram de tratamento psicológico após surtarem por causa de um trabalho

Atriz não conseguia mais usar o chuveiro após "Psicose" - Fotos: Divulgação

Publicado em 04/08/2018 às 08:14:27 ,
atualizado em 04/08/2018 às 11:48:36

Por: Taty Bruzzi

A rotina de um ator não é fácil. Exige dedicação e aprendizado constantes. Às vezes, interpretar um papel é o mesmo que abrir mão durante meses de sua própria vida, mergulhando de corpo e alma em um novo universo.

Tanta dedicação tem seus prós e contras. De vez em quando ouvimos casos, histórias, de atores que precisaram de ajuda profissional antes, durante e depois de um trabalho realizado.

Geralmente, são papéis tensos. Personagens que acabam afetando o lado emocional e psicológico do ator.

Destacamos 11 desses casos.

Confira:

Adrien Brody ("O Pianista", 2002)

O trabalho rendeu à Adrien Brody o Oscar de melhor ator, mas seu desempenho exigiu sacrifícios que o afetaram emocionalmente. Além de ter se mudado para a Europa durante as filmagens, Brody abriu mão do seu namoro e, ainda, deixou para trás seu apartamento e seu carro. De acordo com o ator, o papel no filme de Polanski lhe tocou tanto que ele ficou deprimido por mais de um ano.

Anne Hathaway ("Os Miseráveis", 2012)

Ma adaptação do musical "Os Miseráveis" para o cinema, Anne Hathaway deu vida à garota de programa Fantine. O papel sofrido exigiu que a atriz perdesse 10 kg, assumindo uma aparência exausta. Tanto empenho lhe rendeu um Oscar. Tempo depois, em entrevista ao The Guardian, Hathaway confessou que ao receber o prêmio fez de tudo para parecer que estava feliz, mas era fingimento. Ela explica que acabou perdendo a cabeça durante as filmagens e levou um bom tempo para se recuperar.

Bob Hoskins ("Uma Cilada Para Roger Rabbit", 1988)

No filme que mistura animação com ação real lançado em 1988, Bob Hoskin deu vida ao detetive Eddie Valiant. O ator conta que depois das filmagens concluídas ele passou a sofrer de alucinações. Segundo Hoskins, o quadro permaneceu durante cerca de oito meses. O ator conta que quando falava com as pessoas via alguns personagens do filme na sua frente.

Daisy Ridley ("Star Wars", 2015)

A atriz de 26 anos é a nova heroína da nova saga "Star Wars". De acordo com a jovem, ela precisou de ajuda profissional para aprender a lidar com a fama internacional logo após o sucesso com o trabalho. Em entrevista à revista "Vanity Fair", Ridley disse que conforme as pessoas a reconheciam nas ruas ficava péssima, pois tinha a sensação de estar sendo observada todo o tempo.

Dakota Johnson ("Suspiria", 2018)

A atriz da franquia "50 Tons de Cinza" participou do remake de "Suspiria", thriller de terror com direção de Luza Guadagnino ("Me Chama Pelo Seu Nome"). Com estreia agendada para 2 de novembro, o filme chocou a imprensa que afirma ser impossível não passar mal já nas primeiras cenas. Dakota Johnson conta que as filmagens a deixaram tão mal que ela precisou procurar ajuda de um terapeuta.

Heath Ledger ("O Cavaleiro das Trevas", 2008)

O papel de Coringa no filme lançado em 2008 garantiu à Heath Ledger o Oscar póstumo e o Globo de Ouro. Antes das filmagens, o ator se trancou em um quarto de hotel para estudar sobre serial killer. Ele chegou a fazer uma espécie de diário que, com sua morte, serviu de material para um documentário em sua homenagem. Já durante as filmagens, dizem que Ledger quase não dormia e se alimentava mal. O ator morreu no dia 22 de janeiro de 2008 por intoxicação acidental de remédios prescritos. Por muito tempo, atribuíram a overdose a um quadro de depressão provocado pelo papel. Entretanto, em entrevista ao The Telegraph, a irmã do ator negou essa hipótese, afirmando que Ledger estava feliz com o trabalho.

Isabelle Adjani ("Possessão", 1981)

O desempenho de Isabella Adjani no clássico filme de terror lhe rendeu um prêmio em Cannes e o César de melhor atriz. Por outro lado, a entrega física da atriz lhe rendeu um forte trauma e que levou anos para ser superado. De acordo com a estrela, ela nunca mais aceitou papel em filmes do gênero depois deste trabalho.

Janet Leigh ("Psicose", 1960)

O famoso clássico de Alfred Hitchcock até hoje é considerado um dos melhores filmes do gênero. Estrelado por Janet Leigh, a atriz sofreu muito durante as filmagens. Afinal, o cineasta ficou conhecido como alguém que gostava de martirizar os atores que trabalhavam com ele a fim de "sugar" o melhor de cada profissional. Quem assistiu ao filme lembra que a protagonista é assassinada no chuveiro. A clássica cena não só marcou o espectador como a própria atriz que, durante um tempo, não conseguia usar o chuveiro. Em depoimento ao The New York Times, ela confessou que na hora do banho se trancava no banheiro e não tirava os olhos da porta enquanto se banhava.

Jared Leto ("Esquadrão Suicida", 2016)

Conhecido por sua entrega em seus trabalhos, Jared Leto surpreendeu com sua performance como o vilão Coringa em "Esquadrão Suicida". Além do ator, os demais protagonistas da trama ficaram tão perturbados durante as filmagens que precisaram de acompanhamento profissional ainda no set. O ator foi o mais alterado, chegando a presentear Margot Robbie, que viveu a Arlequina no longa-metragem, com um rato vivo e Will Smith, intérprete do Pistoleiro, com balas de revólver.

Shelley Duvall ("O Iluminado", 1980)

Talvez, ninguém tenha sofrido tanto durante um trabalho quanto Shelley Duvall, do clássico de Stanley Kubrick. Durante as filmagens do filme de terror, a atriz era insultada continuamente pelo cineasta. Além disso, o diretor obrigava os demais atores e equipe a não falarem com ela no set. Por conta da pressão psicológica, Duvall sofreu um surto de ansiedade provocado pelo estresse. Durante alguns dias, a atriz chegou a chorar, compulsivamente, por 12 horas. Depois das filmagens, ela levou meses para se recuperar por completo.

Val Kilmer ("The Doors", 1991)

Em 1991, Val Kilmer deu vida ao vocalista da banda The Doors, Jim Morrison, no filme dirigido por Oliver Stone. Para conseguir o trabalho, o ator precisou aprender 50 canções do artista. Já durante as filmagens, Kilmer só respondia as pessoas no set se o chamassem de Jim. Com o término do trabalho, o astro precisou fazer terapia durante meses até conseguir se desprender da personagem.



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