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Você empresta seu login da Netflix? Prática dá prejuízo milionário para a empresa

Tela de login da Netflix
Tela de login da Netflix no computador. Você empresta sua senha?
Naian Lucas

Publicado em 07/03/2019 às 06:00:17

Estudo realizado nos Estados Unidos e divulgado pelo site CordCurtin.com indicou que a Netflix, gigante do streaming mundial, tem prejuízo milionário por conta dos logins emprestados por usuários a amigos e familiares.

De acordo com os dados do estudo, a empresa deixa de faturar algo na faixa dos R$ 725 milhões por mês com a chamada prática de compartilhamento de senhas. Em um ano, o serviço de streaming deixaria de receber mais de R$ 8 bilhões.

Ainda segundo o estudo, 20% dos assinantes da Netflix lançam mão do compartilhamento de senhas, ou seja, emprestas seus usuários para que não assinantes possam assistir ao conteúdo disponibilizado pela empresa sem que tenha que pagar a mensalidade.

O que chama ainda mais a atenção é que os valores devem ser muito maiores. Isso porque o estudo fez esse indicativo tendo como base de pesquisa apenas o universo de assinantes dos EUA. Ao se considerar que a Netflix é uma empresa global, os números certamente são infinitamente superiores ao divulgado, ao se considerar a prática no resto do mundo.

Ainda de acordo com o estudo, a Netflix é a empresa que mais sofre com esse tipo de prática dos usuários americanos. Numa comparação, a Amazon Prime Video, outro streaming que também atua no Brasil, perde nos EUA cerca de R$ 170 milhões por mês com o compartilhamento de usuários.

No Brasil, a prática também é comum. Como é o caso de Carlos Alberto. Ele tem 17 anos e os pais não assinam a Netflix por considerar desnecessário. O jovem estudante e que mora em Maringá (PR) utiliza então o usuário de um amigo que empresta de bom grado. “Eu gosto de ver séries e meus pais não me deixam assinar”, contou ao NaTelinha.

Mesmo sendo até certo ponto barato - o plano mais caro da empresa custa menos de R$ 40 por mês -, para um adolescente não é tão simples realizar a assinatura. Isso porque é necessário que os valores sejam pagos em cartão de crédito ou débito em conta, e parte dos adolescentes brasileiros não possuem conta corrente.

Vale lembrar que a Netflix lançou um cartão pré-pago que visa estimular os não-assinantes a comprarem o produto. A empresa, no entanto, não divulgou o número de cartões vendidos.

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