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TV tradicional

Com proliferação de streaming, número de crianças assistindo TV caiu mais de 20%, diz pesquisa

TV tradicional não vem seduzindo tanto as crianças

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Há que ter monitoramento de conteúdo para as crianças - Ilustração
Thiago Forato

Publicado em 07/09/2018 às 11:44:46

Sem tantas opções na TV aberta como em outros tempos, onde as manhãs e até tardes das emissoras eram dominadas pela programação infantil, as crianças estão cada vez mais sendo seduzidos por outras plataformas.

Uma pesquisa realizada pela Hulu e Tremor Video apontou que a "geração Z" é a primeira a crescer com conteúdo on-demand, e que 70% dos jovens entendem que a frase "assistir televisão" é igual a transmissão de algum conteúdo online.

De acordo com a pesquisa, entre crianças de 2 a 11 anos, o tempo dispensado assistindo TV caiu mais de 20% entre 2014 e 2017.

Para o Head de Conteúdo da PlayKids, Fernando Collaço, esse não é um comportamento exclusivo das crianças. "A TV aberta ainda é campeã de audiência no Brasil, no entanto pesquisas mostram um crescimento representativo no tempo em que os brasileiros passam assistindo a vídeos na internet. Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 2016, 77% dos entrevistados afirma assistir TV 7 dias por semana, desses 28% usa o celular enquanto assiste TV", diz ao NaTelinha.

Ele acrescenta que para muitos jovens e crianças, não faz mais sentido seguir uma grade de horário na TV: "Eles já conhecem o conteúdo sob demanda".

Investimento no segmento infantil

Atualmente, somente a TV Cultura e o SBT ainda dedicam grande parte de suas programações para as crianças. Collaço admite a queda de investimento das redes abertas, mas destaca que há um amplo e crescente mercado de conteúdo infantil com diferentes produtoras: "Não é porque aquele conteúdo não está na TV que ele não está sendo visto e não está impactando a criança. Na PlayKids, por exemplo, nós investimos em produção de conteúdo original para os pequenos".

Com proliferação de streaming, número de crianças assistindo TV caiu mais de 20%, diz pesquisa

Segundo o executivo, há um investimento do mercado nacional e internacional em conteúdo infantil de qualidade. "São diversas séries feitas com apoio pedagógico e por especialistas em audiovisual e desenvolvimento infantil. Os conteúdos infantis não deixaram de ser produzidos, ao contrário, o mercado de distribuição apenas que se pulverizou atendendo a tendência do mercado", pontua.

Preocupação com conteúdo

Um dos cuidados dos pais é o monitoramento do que seus filhos assistem, seja na TV ou streaming. No aplicativo da PlayKids, há conteúdo 100% seguro e curado por especialistas em desenvolvimento infantil, de acordo com ele.

No entanto, admite que os pais devem acompanhar o que as crianças estão assistindo. "Mas, claro, que na internet as crianças estão mais propensas a encontrarem diversos tipos de conteúdos sem qualquer filtro prévio ou indicação de idade, por exemplo", alerta.

Para Fernando Collaço, se os pais ou cuidados ensinam as crianças desde pequenas sobre potenciais riscos, criam um canal de diálogo com eles: "Eles [pais] estão colaborando para que ela se desenvolva capaz de tomar boas decisões e com bons hábitos digitais".

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