Robinho tem pena reduzida pela Justiça e pode deixar a prisão antes do previsto
Robinho poderá sair da prisão antes da hora
Publicado em 16/01/2026 às 18:30,
atualizado em 16/01/2026 às 18:31
O ex-jogador Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro coletivo ocorrido na Itália, obteve uma vitória judicial que impacta diretamente o tempo de sua permanência no sistema prisional. A Justiça de São Paulo acatou, nesta quarta-feira (14), o pedido de redução de 160 dias de pena do ex-atleta.
Com a decisão, Robinho, que atualmente cumpre sentença no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior paulista, poderá ganhar a liberdade meses antes da data inicialmente estipulada.
Diferente do que pode sugerir o senso comum, a diminuição não se trata de um perdão judicial ou benefício excepcional. A defesa do ex-craque do Santos e da Seleção Brasileira baseou o pedido na Lei de Execução Penal, que prevê a remição de pena por meio de Trabalho através de dias trabalhados dentro da unidade prisional. Também por estudo através de Conclusão de cursos e horas dedicadas à educação formal ou profissionalizante.
O juiz responsável pelo caso oficializou a decisão em publicação nesta quarta: “Declaro remidos 160 dias de pena do condenado Robson de Souza, recolhido no Centro de Ressocialização de Limeira”.
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Quando Robinho sairá da cadeia?
Antes da decisão, a previsão era de que o ex-jogador completasse sua sentença em março de 2033. Com o abatimento dos 160 dias, o horizonte para sua soltura foi antecipado para o final de 2032.
O advogado de Robinho, Mário Rossi Vale, reforçou em entrevista ao G1 que o processo seguiu os trâmites rigorosos da lei. "A redução não se deu por benefício excepcional, mas pelo reconhecimento legal de 160 dias de remição, conquistados por meio de estudo e trabalho", afirmou a defesa.
Relembre o caso
O crime pelo qual Robinho foi condenado ocorreu na madrugada de 22 de janeiro de 2013, na boate Sio Café, em Milão. Na época, o jogador defendia o Milan. A vítima, uma jovem de origem albanesa, foi embriagada e estuprada por um grupo de seis brasileiros, incluindo o atleta.
Em 2022 a Corte de Cassação de Roma negou o último recurso, tornando a sentença definitiva e inapelável na Itália. Já em março de 2024, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a pena deveria ser cumprida em solo brasileiro, já que o Brasil não extradita seus cidadãos natos.
Desde então, Robinho cumpre a pena de nove anos em regime fechado. O caso segue sendo um marco jurídico sobre a homologação de sentenças estrangeiras no Brasil.
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