Brigitte Bardot, ícone do cinema, morre aos 91 anos
A atriz foi considerada ícone do cinema francês, símbolo sexual das décadas de 1950, 1960 e 1970, além de ativista pelos direitos dos animais
Publicado em 28/12/2025 às 08:56,
atualizado em 28/12/2025 às 09:14
Morreu neste domingo (28), aos 91 anos, Brigitte Bardot, atriz francesa e ícone do cinema, considerada símbolo sexual nas décadas de 1950, 1960 e 1970. Além da carreira artística, Bardot se destacou pelo ativismo em defesa dos direitos dos animais. A notícia foi confirmada pela Fundação Brigitte Bardot, presidida pela própria atriz. A causa da morte não foi divulgada.
"A Fundação Brigitte Bardot deseja saudar a memória de uma mulher excepcional que deu tudo e abandonou tudo por um mundo mais respeitoso com os animais. Seu legado permanece vivo através das ações e das lutas que a Fundação prossegue com a mesma paixão e fidelidade a seus ideais", diz um trecho da nota.
Em outubro deste ano, Bardot desmentiu boatos de que teria morrido e até já teria um caixão encomendado. “Não sei quem foi o imbecil que começou com essas fake news sobre o meu falecimento esta noite, mas saibam que estou bem e não tenho intenção de partir”, disse.
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Ela nasceu em Paris, em 28 de setembro de 1934, e desde muito jovem se destacou nas artes. Aos 13 anos iniciou-se no balé clássico e, pouco depois, já trabalhava como modelo, o que abriu caminho para sua entrada no cinema.
Sua carreira ganhou projeção mundial em 1956, com o filme E Deus Criou a Mulher, dirigido por Roger Vadim, que a transformou em símbolo de sensualidade e liberdade, influenciando a mulheres dos anos 1960.

Ao longo das décadas seguintes, Bardot estrelou cerca de 50 produções. Sua imagem pública ia além das telas. Bardot tornou-se referência por desafiar padrões sociais: em 1953, chamou atenção ao aparecer de biquíni no Festival de Cannes e, anos depois, causou polêmica ao visitar o Palácio do Eliseu usando calças, em uma época em que mulheres eram esperadas em vestidos ou saias em eventos oficiais.
Brigitte Bardot lutava pelos animais
A fama de Brigitte Bardot ajudou a colocar Búzios, no Brasil, na rota do turismo internacional. Na cidade, há uma estátua em sua homenagem. Sua vida pessoal foi acompanhada de perto pela imprensa e sua trajetória amorosa, vivida sem reservas, reforçou sua imagem como símbolo de autonomia feminina em plena revolução sexual.
Em 1973, aos 39 anos, decidiu se afastar do cinema para dedicar-se integralmente à defesa dos animais. Fundou a Fundação Brigitte Bardot, que se tornou uma das principais organizações internacionais contra a crueldade e exploração animal.
"Tenho muito orgulho da primeira parte da minha vida, que foi um sucesso e que agora me permite ter uma fama mundial, que me ajuda muito na proteção dos animais".
Brigitte Bardot - AFP/2024
“Eu não me importo se as pessoas vão se lembrar de mim. O que eu realmente gostaria é que se lembrassem do respeito que devemos aos animais. Quanto mais avanço na vida, mais temo os humanos. Sou mais animal do que humana”.
Brigitte Bardot - Biografia
Nota da Fundação Brigitte Bardot na íntegra:
"A Fundação Brigitte Bardot anuncia, com imensa tristeza, o falecimento de sua Fundadora e Presidente, Madame Brigitte Bardot, atriz e cantora mundialmente reconhecida, que escolheu abandonar sua prestigiosa carreira para dedicar sua vida e sua energia à defesa dos animais e à sua Fundação.
Em 1962, com apenas 28 anos, Brigitte Bardot marcou os espíritos ao participar do emblemático programa “5 colonnes à la une” para exigir o atordoamento dos animais antes do abate, demonstrando assim seu engajamento precoce.
Verdadeira precursora, aos 39 anos ela renunciou aos holofotes e ao mundo artístico para colocar sua notoriedade e toda sua determinação a serviço dos animais e dos mais frágeis, como os idosos.
Em 1977, foi até o gelo ártico para ajudar os filhotes de foca, ato emblemático de sua luta pela proteção das espécies vulneráveis.
Sob seu impulso, a Fundação Brigitte Bardot, criada em 1986, tornou-se um ator principal da proteção animal na França e no mundo inteiro. Quarenta anos depois, ela abriga mais de 12.000 animais na “Arca de BB”, realiza ações em 70 países, mantém 4 abrigos, 300 funcionários, centenas de voluntários e 40.000 doadores.
Ao interpelar frequentemente os políticos para fazer avançar as legislações, ao conseguir condenações contra autores de maus-tratos, ao realizar resgates diários e sensibilizar um público amplo, a Fundação passou a ser considerada uma referência mundial, cuja continuidade Brigitte Bardot sempre fez questão de assegurar.
A Fundação Brigitte Bardot deseja saudar a memória de uma mulher excepcional que deu tudo e abandonou tudo por um mundo mais respeitoso com os animais. Seu legado permanece vivo através das ações e das lutas que a Fundação prossegue com a mesma paixão e fidelidade a seus ideais.
Apresentamos nossas sinceras condolências à sua família, aos seus próximos, à municipalidade de Saint-Tropez e aos Tropéziens, e a todos que compartilham desta luta. A Fundação continuará, mais do que nunca, a levar adiante a obra de Brigitte Bardot".
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