Perrengue chique

Os cinco maiores perrengues com celebridades no aeroporto em 2025

O ano de 2025 foi marcado por incidentes envolvendo celebridades em aeroportos e aviões, transformando as redes sociais em um verdadeiro diário de bordo de "perrengues chiques"


Ingrid Guimarães
Ingrid Guimarães

O ano de 2025 foi marcado por uma série de incidentes envolvendo celebridades em aeroportos e aviões, transformando as redes sociais em um verdadeiro diário de bordo de "perrengues chiques", mas também de situações de perigo real. 

Para o público, acompanhar essas histórias é quase um entretenimento à parte, mas, por trás dos cliques e stories, as falhas operacionais e de segurança levantam debates sérios sobre a qualidade do serviço aéreo. Em muitos casos, o transtorno começa antes mesmo da decolagem, e é fundamental que o viajante compreenda que mesmo com o voo cancelado, direitos não devem ser prejudicados.

A exposição mediática de famosos como Ingrid Guimarães e Lívia Andrade ajuda a dar visibilidade a problemas que passageiros anônimos enfrentam diariamente. No entanto, enquanto uma celebridade consegue mobilizar milhares de seguidores com uma reclamação, o cidadão comum precisa se munir de informações técnicas e legais. Saber onde buscar informação e a quem recorrer são as únicas formas de garantir que a assistência material e a reacomodação sejam cumpridas sem que seja preciso ter um selo de verificação no Instagram. O descaso das empresas, infelizmente, acomete tanto anônimos quanto famosos.

Nesta retrospectiva, observamos que as polêmicas variam de incidentes de segurança assustadores a comportamentos inadequados que geram alvoroço nos terminais. Independentemente da gravidade, o fato é que a experiência de voar no Brasil em 2025 exigiu resiliência.  

Retrospectiva 2025: do perigo real a mero alvoroço nas redes

Risco de vida: o susto de Lauana Prado

O caso mais grave do ano envolveu a cantora sertaneja Lauana Prado. Durante um voo em sua aeronave particular, a porta do avião se abriu parcialmente em pleno ar, forçando um pouso de emergência. A situação, que poderia ter terminado em tragédia, foi relatada pela artista com profunda emoção. Casos de falha estrutural como este encabeçam nossa lista por envolverem risco iminente à integridade física de todos a bordo.

"Foi realmente um susto muito grande, nunca passei por algo parecido. Graças a Deus estamos bem", agradeceu a artista. 

Pânico e turbulência: Lívia Andrade e Beatriz Reis

Em níveis de gravidade emocional, as experiências de Lívia Andrade e Beatriz Reis se destacam. A apresentadora do Domingão com Huck, Lívia, relatou momentos de terror devido a condições climáticas adversas, chegando a dizer que "entregou sua vida" diante da gravidade da turbulência. “Se for a hora, eu entrego a minha vida, obrigada, meu Deus, por tudo, cuida da minha mãe, do meu irmão, enfim", contou Livia em entrevista ao Fantástico.

Já Beatriz Reis, a ex-BBB "Bia do Brás", descreveu um "perrengue" tenso onde o avião parecia estar "caindo e voando", gerando pânico entre os passageiros. “Ontem aconteceu uma coisa que me deixou p*ta. Fiquei tão chateada! Estava pousando em São Paulo e meus fãs me levaram presentes no aeroporto do Rio de Janeiro.Presentes maravilhosos! Mas um deles quebrou. O piloto foi pousar o avião, acho que não estava conseguindo parar. Então, deu uma freada brusca. Quando freou, só vi as coisas voando e caindo. Fora o medo que você passa, né? Só Jesus na causa", concluiu Beatriz.

Conflitos e violência: Ingrid Guimarães

A atriz Ingrid Guimarães utilizou suas redes para relatar uma situação descrita como "abusiva e violenta" envolvendo o atendimento de uma companhia aérea. Durante um voo de Nova Iorque para o Rio de Janeiro, Ingrid Guimarães foi coagida a ceder o seu lugar na classe premium para um passageiro da executiva devido a uma poltrona avariada naquela seção. Sob gritos da tripulação e um aviso do piloto de que o avião não decolaria sem a sua mudança, a atriz foi obrigada a deslocar-se para um assento inferior sob forte pressão pública, recebendo apenas um voucher de 300 dólares como compensação.

Ao questionar o critério da escolha, Ingrid foi informada por um comissário que a seleção se baseou na tarifa paga e no facto de ser uma mulher viajando sozinha. A atriz denunciou a situação como abusiva e discriminatória.

O "Lado B" da fama: Lucas Lima

No final da lista, está o relato bem-humorado de Lucas Lima que, ao embarcar em um voo lotado de outras celebridades, brincou com sua própria relevância, dizendo que "No meu voo estão Tony Ramos, Miguel Falabella e Nicole Bahls. É daqueles que, se cair, eu nem sou citado na matéria", escreveu Lucas Lima, na legenda de uma foto na qual aparece rindo com a mão no rosto. 

É o tipo de situação que, embora curiosa para os fãs, não apresenta risco ou violação de direitos, sendo apenas um registro da rotina social dos famosos. Seria esse mais um perrengue chique?

Atrasos de voo: o que fazer quando você não é famoso

Se para um famoso um story no Instagram pode resultar em um pedido de desculpas imediato da companhia aérea, para o passageiro comum a realidade é baseada em protocolos e formulários. O atraso de voo é o problema mais recorrente e, embora seja menos grave que uma porta aberta em pleno voo, ele pode causar prejuízos financeiros e emocionais.

A regra da ANAC é clara e não depende da quantidade de seguidores no Instagram para sua aplicação:

  • A partir de 1 hora de espera: a companhia deve fornecer meios de comunicação (internet ou telefone).
  • A partir de 2 horas: é obrigação da empresa fornecer alimentação (voucher, lanche ou refeição).
  • A partir de 4 horas: o passageiro tem direito a acomodação (hotel, em caso de pernoite) e transporte. Nesta etapa, a empresa também deve oferecer opções de reacomodação em outro voo ou reembolso integral.

As situações vividas por Ingrid Guimarães e Lauana Prado em 2025 servem como um lembrete de que a aviação, apesar de moderna, ainda é feita de falhas humanas e técnicas. A diferença entre um voo perdido e uma viagem recuperada costuma estar na informação. 

Em um setor que joga com números e estatísticas, o passageiro que conhece seus direitos deixa de ser apenas um dado no sistema para se tornar um cidadão consciente. Afinal, a segurança e o respeito não deveriam ser privilégios de quem está na classe executiva, mas a base de todo o setor.

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