A decisão humana de Juliette após perder amiga vítima de feminicídio
Juliette perdeu uma amiga que foi vítima de feminicídio e decidiu enfrentar o tema
Publicado em 23/11/2025 às 21:00
No Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, que acontece na próxima segunda-feira (24), Juliette dará início a uma ação nacional em parceria com o Banco Vermelho. A decisão surgiu depois dela viver uma dor de muitas mulheres: ela perdeu uma amiga que foi vítima de feminicídio.
A cantora e ex-BBB atua como embaixadora da organização e participa diretamente da mobilização em memória de vítimas de feminicídio. A campanha prevê a instalação de bancos vermelhos — literalmente bancos de praça — em cinco cidades brasileiras: Recife, Campina Grande, Cuiabá, São Paulo e Salvador.
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O mobiliário urbano é o símbolo central do movimento, que busca visibilidade para o tema e incentivo a ações práticas de proteção. Cada banco terá um QR code que levará a um vídeo com orientações gravadas por Juliette, explicando como mulheres em situação de risco podem acessar ajuda e realizar denúncias.
“Esse movimento nasceu da dor e da união de quatro mulheres (eu, Andrea Rodrigues, Paula Limongi e Monaliza Novaes), que perderam amigas para a violência. Os índices de feminicídio não param de crescer e não podemos normalizar. Precisamos falar, acolher, proteger… Lembrar que nossas vidas valem muito. Cada banco será um lugar para sentar, refletir e agir — uma forma de reafirmar para todas as mulheres que elas não estão sozinhas”, afirmou Juliette em entrevista ao jornalista Ancelmo Gois.
O Banco Vermelho surgiu a partir da iniciativa dessas quatro mulheres nordestinas, que transformaram o luto em mobilização social. A instituição realiza ações de conscientização, intervenções urbanas, palestras e projetos educativos voltados à orientação de mulheres em situação de vulnerabilidade ou risco. A participação de Juliette na campanha tem relação direta com uma perda pessoal.
Em julho de 2025, a cantora e ex-BBB perdeu a amiga Clarissa Costa Gomes, de 31 anos, vítima de feminicídio em Fortaleza, Ceará. A enfermeira foi assassinada a facadas pelo ex-namorado, Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, de 26 anos, que foi preso. Na época, Juliette manifestou pesar nas redes sociais e cobrou por Justiça.
Segundo a cantora, Clarissa era “estudiosa, educada, doce” e não havia sinais aparentes de um relacionamento violento. A tragédia reforçou para a artista a necessidade de discutir publicamente o tema, incentivar denúncia e desenvolver projetos de prevenção. A ação lançada neste 24 de novembro busca ampliar essa discussão no espaço público e reafirmar que mulheres em situação de risco podem buscar apoio.
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