Morre Arlindo Cruz, aos 66 anos
O cantor e compositor sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico em 2017
Publicado em 08/08/2025 às 15:17,
atualizado em 08/08/2025 às 15:55
Morreu nesta sexta-feira (8), aos 66 anos, o cantor e compositor Arlindo Cruz. A informação foi confirmada pela esposa do músico, Babi Cruz. O famoso lidava com as sequelas de um acidente vascular cerebral hemorrágico que sofreu em março de 2017.
Nascido no Rio de Janeiro em 14 de setembro de 1958, Arlindo Cruz é um dos maiores nomes do samba e um dos principais artistas do Brasil. É autor de mais de 550 composições, entre as quais clássicos como Meu Lugar, O Show Tem Que Continuar, O Que é o Amor, Bagaço de Laranja, Casal Sem Vergonha, Dor de Amor, Quando Eu Te Vi Chorando, Jiló com Pimenta, Partido Alto Mora no Meu Coração e A Sete Chaves.
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Nos últimos anos, Arlindão lidou com os problemas provocados pelo AVC e viveu a maior parte do tempo acamado e sem mobilidade e comunicação. As internações se tornaram cada vez mais frequentes, em razão da falta de respostas cerebrais.
O cantor estava internado desde o dia 25 de março. Em junho, ele chegou a ter alta médica, mas em seguida apresentou uma leve piora ao contrair uma pneumonia e foi novamente internado no Hospital Barra D'Or, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Em recente entrevista à jornalista Fabia Oliveira, Babi Cruz falou de como o marido estava. "Ele continua estável, mantendo os sinais vitais todos preservados, tudo equilibrado, bem dentro do padrão desejado e lutando com antibióticos contra uma bactéria resistente. Mas ele está bem, dentro do quadro geral, das possibilidades que ele se encontra", disse.
"Mais dias, menos dias, eu tenho fé que a gente tá voltando pra casa. Tudo é a hora determinada por Deus. Não é a hora que a gente quer, não é no nosso tempo. Mas ele é muito forte, quer muito viver. Foram mais de 30 pneumonias, então, a gente acredita que ele vai reverter mais essa, sem dúvida", desabafou.
Arlindo Cruz marcou a música brasileira

Além de compor e cantar, Arlindo Cruz era multi-instrumentista e tocava cavaquinho e banjo. Autodidata, o intérprete começou a usar os instrumentos aos 12 anos, "de ouvido". Depois, aprendeu violão com o irmão, o também músico Acyr Marques (1953-2019).
Ao lado de nomes como Jorge Aragão, Beth Carvalho (1946-2019), Almir Guineto (1946-2017) e Zeca Pagodinho, Arlindo fez parte do histórico Cacique de Ramos, roda de samba que logo virou bloco carnavalesco e marcou o cenário musical do Rio de Janeiro a partir dos anos 70.
Do Cacique, Cruz passou pelo Fundo de Quintal, substituindo Aragão no grupo, onde gravou músicas como Seja Sambista Também, Só Pra Contrariar, Castelo Cera, O Mapa da Mina e Primeira Dama.
O cantor também passou pelo Carnaval, sendo um dos principais compositores e intérpretes do Império Serrano, sua escola do coração. Só na verde e branco ele emplacou 11 sambas-enredos. Em 2023, já bastante debilitado, cruzou a avenida para ser homenageado.
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