Superação

Renato Góes, Ivan em Vale Tudo, revela luta contra o vitiligo: "Ficava envergonhado"

Na infância, ator foi diagnosticado com doença de causa perda de pigmentação da pele


Renato Góes
Renato Góes explicou decisão de manter o sotaque pernambucano ao interpretar Ivan em Vale Tudo - Foto: Divulgação/Globo

Renato Góes recebeu na infância o diagnóstico de vitiligo. Em entrevista divulgada nesta terça-feira (5), o ator de 38 anos revelou como lidou com a doença. Ele também explicou por que faz questão de manter o sotaque pernambucano nos papéis na TV, incluindo o atual, Ivan em Vale Tudo.

Segundo Renato Góes, o vitiligo, doença que causa perda de pigmentação da pele, resultando em manchas brancas, apareceu com uma marca na coxa esquerda. Foi desencadeado por fatores emocionais: ele enfrentava a separação dos pais, as mudanças de escola e dificuldades da adolescência.

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“Eu ficava envergonhado. Na escola, ia só de calça. Na praia, de bermuda", disse, em entrevista à edição de agosto da revista GQ. Nos anos seguintes, ele passou a ter pesadelos em que a mancha se espalhava por seu rosto.

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Aos poucos, depois de recorrer à terapia, Renato voltou a assumir a sunga para voltar às praias de Recife. “Bruscamente, a mancha diminuiu e hoje é muito pequena”, contou. Sobre o episódio, ele completou:

“O mais importante disso não é que a mancha encolheu, mas como eu passei a lidar com grandes desafios. Hoje, me sinto preparado para lidar com as coisas da melhor maneira possível.”

Renato Góes

Renato Góes, Ivan em Vale Tudo, revela luta contra o vitiligo: \"Ficava envergonhado\"

Atualmente, Renato é casado com a atriz e apresentadora Thaila Ayala, de 39 anos, com quem tem dois filhos, Francisco, de 3 anos, e Tereza, de 2 anos.

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Na mesma entrevista, o ator contou que, desde o início da carreira, fez questão de não disfarçar o sotaque de sua terra natal. “Ouvi que era imaturo. Verde. Me disseram para voltar para minha terra.”

Ele também frisou. “O sotaque nordestino parece não ter liberdade para invadir o Brasil, chegar ao topo, e precisa derrubar as barreiras. A cada vez, provar que está ali. Usá-lo não é só uma reparação histórica, mas também a construção de uma nova história de país”.

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