Traumas

Filho de Marília Gabriela, Theodoro Cochrane desabafa após flagra com homem: "Exposto"

Ator relembrou um episódio que o marcou profundamente durante o Carnaval de Salvador


Theodoro Cochrane
Theodoro Cochrane abriu o jogo após ser flagrado aos beijos com um homem - Foto: Reprodução/Instagram

Filho de Marília Gabriela, Theodoro Cochrane fez um desabafo nas redes sociais a respeito de um episódio que mexeu profundamente com a sua vida. Em 2015, o ator foi flagrado aos beijos com um rapaz durante o Carnaval de Salvador.

Na época, o também digital influencer, que ainda enfrentava o tabu de se assumir homossexual publicamente, se sentiu profundamente desrespeitado com a exploração de sua imagem pela imprensa.

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"Ao longo da vida eu fui exposto, julgado, mesmo quando eu não quis, tive que me adaptar a uma existência cada vez mais escancarada. Em 2015, tive um beijo de carnaval retratado por um paparazzo em Salvador. Mesmo sem ter tido oportunidade de decisão sobre a exposição da minha sexualidade, passei a falar publicamente de características minhas até então íntimas", disse Theodoro Cochrane.

"Uma época que não éramos tão devassados e falar da sexualidade era bem mais tabu que hoje. Foi bom porque passei a me expressar mais livremente e ser fiel a minha essência. Mas claro que como tudo na vida, paguei um preço e ainda pago esse preço", desabafou o artista.

"Se aceitar e se entender publicamente ou pelo menos tentar, vulnerabiliza e consequentemente desmistifica a gente perante aos outros. As pessoas passam a entender como uma pessoa que não tem máscaras ou segredos e isso nem sempre é bom, pois te torna terrivelmente previsível", comentou Theo.

Confira:

Theodoro Cochrane expõe vícios

Filho de Marília Gabriela, Theodoro Cochrane desabafa após flagra com homem: \"Exposto\"

Em recente entrevista a Tati Bernardi no podcast Desculpa Alguma Coisa, Theodoro Cochrane expôs suas fragilidades.

"Descobri que eu teria o que é chamado de vício cruzado. Faz o padê [gíria usada para cocaína] e a cachaça, a cachaça e o padê, eventualmente. Era recreativo, uma vez a cada dois meses. A cachaça era uma vez por semana, tipo um gim-tônica. Eu ficava ótimo. E é uma merda ser um bêbado ótimo porque todo mundo te adora, você não fica violento...", contou.

"Só que durante a semana eu ficava muito deprimido. Meu namorado dizia que não era justo. Que na sexta-feira e no sábado, eu era maravilhoso, meus amigos me amavam. Mas na terça eu queria matá-lo e na quarta-feira, eu queria me matar", confidenciou o ator.

"Teve uma hora em que caiu essa ficha em mim e falei: 'Vou parar'. Meu terapeuta chegou e falou: 'Você parou, mas ninguém para assim'", relatou Theo.

"Eu parei e começou a abstinência. Juntou com o luto [com a morte do pai, o astrólogo Zeca Cochrane], com o desemprego, com a minha mãe, com a distância do meu namorado... Eu estava três meses em beber e usar nenhuma droga quando chegamos a um diagnóstico. Meu terapeuta disse que eu tinha ciclotimia e, a partir daí, comecei a tomar o medicamento certo e fazer a terapia encaminhada para isso. Um bom diagnóstico é salvador", revelou o filho de Marília Gabriela.

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