Atriz de No Rancho Fundo comenta vitória no Troféu Imprensa: "Finalmente tivemos protagonismo"
Ela elogia texto de Mário Teixeira e quer trabalhar com autor em nova novela
Publicado em 10/05/2025 às 11:51
Isis Broken, a Corina Castelo de No Rancho Fundo (2024), estava em um carro de aplicativo no Rio de Janeiro enquanto o Troféu Imprensa era transmitido pelo SBT no último domingo (4). Logo que entrou, percebeu que a premiação estava justamente na categoria de Melhor Novela. "É algo muito representativo, especialmente para nós, artistas nordestinos, que tantas vezes somos colocados em segundo plano. Finalmente tivemos um lugar de protagonismo", diz ela ao NaTelinha.
"Fiquei muito feliz com a novela ter ganhado o prêmio", comemora a atriz, que tem vontade de fazer outro folhetim. "O formato está se reinventando, e isso é maravilhoso. Quero muito viver essa experiência novamente", acrescenta.
"Gostaria muito de participar novamente de uma novela do Mário Teixeira, porque o texto dele é muito bonito, muito rico. E também gosto demais da direção artística do Allan Fiterman. Então, para mim, seria incrível poder trabalhar de novo com eles. Mas, claro, não só com o Mário, tem outros autores de quem eu sou apaixonada. E também tenho muita vontade de fazer uma série. Acho que agora meu coração está aberto para isso, porque ainda não tive essa oportunidade. Seria incrível se a Globo me chamasse para fazer uma série de humor, eu adoro e acho que tenho um timing cômico muito bom também."
Isis Broken quer fazer novela e série de humor na Globo
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Para ela, Corina representou um passo importante no que tange a diversidade e representatividade na tela. "Hoje, menos de 1% dos personagens na TV e no cinema brasileiro são pessoas trans. Ela não era uma personagem trans, e isso é muito significativo. Mostra que para nós, pessoas trans, podemos e devemos ocupar que não sejam limitados apenas à nossa identidade de gênero", afirma.
Broken pede a contratação de mais pessoas trans por trás das câmeras e lamenta: "Ainda existe essa lógica de só chamarem uma atriz ou ator trans para interpretar personagens trans. E eu acredito que essa chave precisa virar cada vez mais. Os diretores de elenco precisam começar a pensar na gente para além desses papéis já 'esperados'. Ainda falta muito, sim. Somos menos de 1% na TV, então temos um longo caminho pela frente. Mas eu também vejo que estamos crescendo, avançando passo a passo. Isso reflete a falta de oportunidades para corpos trans e travestis. A própria Maria Clara Spinelli se aposentou por falta de trabalho".
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Ela atualmente grava o filme Borda do Mundo. Trata-se de um filme independente que retrata a vida de uma pescadora e sua jovem neta, que enfrentam a iminente destruição de sua casa. No longa-metragem, a artista é Nayara, uma pescadora experiente que atua em uma cooperativa de mulheres.
"Eu precisei fazer testes. O papel não foi criado, pensado ou idealizado para mim. Outras meninas trans também participaram das audições. Mas a diretora disse que teve a certeza de que era eu quando me viu cantando. Primeiro, eu fiz um selftape e mandei para eles de casa. Depois, fiz um teste presencial, onde também cantei", recorda.
Isis diz que fez uma imersão em Atafona e conversou com várias pescadores e pessoas da comunidade local. "A direção também teve o cuidado de encontrar uma pessoa trans da cidade para que eu pudesse conversar, criar uma amizade, era uma forma de me ajudar a incluir no filme. Isso foi muito especial e teve um peso enorme pra mim."
Agora com experiência na TV e cinema, vê as diferenças de perto. "Fazer novela é muito bom, muito gostoso. O público reage rápido à sua personagem, e isso é uma troca imediata. Já o cinema tem outro tempo, uma outra maturação. A gente grava sem saber exatamente quando o filme vai ficar pronto, diferente da novela, que é quase no freestyle, você grava e já está indo ao ar ao mesmo tempo."
"São experiências diferentes, mas ambas têm um significado especial para mim. Eu adoro as duas", encerra.
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