Brutal

Policial acusado de matar lutador Leandro Lo é demitido 3 anos após o crime

Tenente Henrique Otávio Oliveira Velozo foi desligado da PM nesta segunda (22)


O policial militar Henrique Otavio Oliveira Velozo e o lutador Leandro Lo em duas fotos
O policial militar Henrique Otavio Oliveira Velozo e o lutador Leandro Lo - Reprodução/Instagram

Nesta segunda-feira (22), a Polícia Militar de São Paulo demitiu o tenente Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de assassinar o multicampeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo em 2022. A decisão foi do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que cumpriu uma determinação do Tribunal de Justiça Militar do Estado.

Essa medida, tomada mais de três anos após a morte do atleta, foi baseada no entendimento de que o policial cometeu um ato incompatível com sua função, conforme está previsto na legislação militar estadual.

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O crime aconteceu em agosto de 2022, em um show no Clube Sírio, na zona sul da capital paulista. Testemunhas disseram que, após se envolver em uma confusão, Velozo foi imobilizado por Leandro Lo. Quando foi solto pelo lutador, porém, o PM sacou uma arma de fogo e atirou na cabeça do esportista.

Depois do disparo, o agora ex-tenente ainda chutou o atleta, que já estava desacordado, e fugiu do local. No dia seguinte, ele se apresentou à Corregedoria da PM e foi preso preventivamente.

Policial acusado de matar Leandro Lo segue preso

Leandro Lo gritando e abrindo kimono

Desde que foi preso de maneira preventiva, Henrique Otávio Oliveira Velozo permaneceu detido no presídio militar Romão Gomes, acusado de homicídio doloso triplamente qualificado. Nesse período, o júri popular foi adiado diversas vezes.

De acordo com a Promotoria, o PM agiu por motivo torpe, colocou a vida de outras pessoas em perigo comum e fez uso de um recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena mínima pedida foi de 20 anos de reclusão.

Atualmente, o caso de Leandro Lo está na expectativa de um novo julgamento, que tem previsão de acontecer em novembro. Os adiamentos anteriores se deram por conta de desentendimentos entre acusação e defesa.

Demitido, o ex-tenente deixará de receber seu salário, que vinha sendo mantido por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) até que a destituição dele fosse concretizada na esfera administrativa e judicial.

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