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Geisy Arruda lança segundo livro erótico e avisa: "Perdi totalmente o pudor"

Ela fala de assuntos ainda mais polêmicos no livro Desejo Proibido

Geisy Arruda lança novo livro polêmico
Divulgação
Ana Cora Lima

Publicado em 05/08/2020 às 06:14:16

O segundo livro erótico de Geisy Arruda, Desejo Proibido, chega Às plataformas digitais nesta quarta-feira (5). Conhecida pelo seu vestido rosa indefectível, que virou centro de uma polêmica há pouco mais de 10 anos, a então estudante de turismo conseguiu virar o jogo e, hoje, é uma influenciadora digital com mais de 2,3 milhões de seguidores no Instagram,  empresária, modelo e, no ano passado, se descobriu como escritora.

Aos 31 anos, geminiana, ela que durante anos trabalhou em um mercadinho de Diadema, na Grande São Paulo, fatiando frios como mortadela e presunto ganhando um salário de R$ 500 por mês, hoje vive muito bem. "Eu tenho uma casa própria e não tenho dívidas. Não sou rica, mas consigo viver bem. Mas se eu quiser comprar alguma coisa, eu tenho que trabalhar como todo brasileiro. Como disse anteriormente, eu trabalho com que eu gosto", conta ao NaTelinha.

Antes mesmo do lançamento, Desejo Proibido foi alvo de muitas críticas por abordar temas polêmicos como incesto, podolotria, BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo) entre outros assuntos. "O sexo não é só de papai e mamãe! Quando eu resolvi escrever contos eróticos, eu quis sair do óbvio. Eu quis inovar mesmo no segundo livro que vem mais polêmico, mais agressivo e os textos estão mais aguçados, mais safados e bem mais terríveis (risos) do que O Prazer da Vingança.. As pessoas precisam ler. Acredito que do primeiro para o segundo livro é que eu fiquei mais ousada, perdi totalmente o pudor", explica

Confira a entrevista exclusiva com Geisy Arruda

Geisy Arruda lança segundo livro erótico e avisa: \"Perdi totalmente o pudor\"

Acha que descobriu seu nicho no meio erótico?

Geisy Arruda - Acredito que sim porque conseguir auxiliar uma coisa que eu gosto muito. Me sinto totalmente à vontade em falar sobre sexo, algo que para mim não é problema nenhum. Quando você consegue trabalhar com uma coisa que gosta e de forma natural é muito bom. Digamos que eu tenho o trabalho dos sonhos. Eu escrevo o que eu adoro e o legal também desse nicho erótico é que não existe muita concorrência. Pouquíssimas pessoas expõem a sua sexualidade, os seus desejos, seus fetiches, seus prazeres secretos e é difícil você encontrar uma mulher que esteja disposta a ser tão transparente assim. Então, eu acabo saindo na frente porque não tem concorrência.

O que mais te chateia: as cantadas baixas dos homens ou as críticas pesadas das mulheres?

Geisy Arruda - Nunca parei para pensar nisso (risos) como parâmetro. Mas, as críticas pesadas das mulheres me chateiam, sim, porque os meus haters a maioria é mulheres. Mulheres que não gostam de mim de graça e acredito que seja por questão de insegurança. Elas me veem como rival e isso é uma grande mentira porque os meus livros não são feitos só para os homens. A minha personagem central é uma mulher e ela quem escolhe seus fetiches, seus parceiros e é uma forma de mostrar o empoderamento feminino. A mulher livre, dona de suas vontades e sua vida.

As mulheres iram adorar os meus livros porque iriam se sentir representadas. Eu fico triste quando as mulheres me pré-julgam. Isso é uma parte porque na contramão tenho mulheres que me incentivam e me acompanham desde a minha lingerie a minha as postagens. Fico chateada com as mulheres e acho que isso tem a ver com a competição que muitas colocam diante da outras e deveria ser o contrário.

Antes do lançamento, o livro já foi criticado por abordar temas polêmicos como incesto?  A sociedade é hipócrita?

Geisy Arruda - Demais. A gente vive em uma sociedade extremamente machista e hipócrita e quando eu escrevo contos eróticos, eu preciso escrever coisas novas. Não posso escrever sobre sexo de papai e mamãe porque isso todo mundo já faz e é o básico. Eu trago novidades no meu livro e não só de incesto como podolotria, entro no BDSM (a “Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), tenho um conto de cinto de castidade, um de humilhação e submissão. O sexo não é só de papai e mamãe. Quando você abre sua mente para tentar entender que o fetiche de outra pessoa possa ser diferente do seu, você entende que uma pessoa sente prazer em ver alguém trazendo com o parceiro.

Você não vai fazer nada, não vamos discriminar uma pessoa que sente prazer em coisas completamente diferente do seu entendimento de prazer.  Quando eu resolvi escrever contos eróticos, eu quis sair do obvio. Eu quis inovar mesmo no segundo livro que vem mais polêmico, mais agressivo e os textos estão mais aguçados, mais safados e bem mais terríveis (risos) do que O Prazer da Vingança. As pessoas precisam ler. Acredito que do primeiro para o segundo livro é que eu fiquei mais ousada, perdi totalmente o pudor. O anterior eu tinha mais receio e esse não. Já meti surubas e virou literalmente uma putaria das boas.

São textos de uma imaginação fértil ou tem alguma experiência real sua?

Geisy Arruda - As duas coisas. A maioria é autoral, são coisas que eu já vivenciei, mas não ser cancelada nem julgada por uma sociedade machista e hipócrita, eu uso o meu livro como se fosse um diário porque eu consigo escrever os prazeres que eu tive na vida sem que as pessoas me condenem se é o certo ou errado. As pessoas para julgarem estão sempre prontas. O meu livro também é uma válvula de escape, um diário secreto ninguém vai saber na real quem é quem, quem é personagem de ficção, quem é autora.

Te chamam de pervertida. O que acha?

Geisy Arruda - Eu gosto desse nome. Acho interessante. Algumas mulheres sempre estarão à frente do seu tempo. E eu vim com essa mentalidade de estar à frente do meu tempo porque apesar de a gente viver em 2020 e ainda há muito machismo e um preconceito enraizado. As mulheres ainda são competitivas entre elas e você precisa estar sempre tentando ser respeitada, ser aceita e se enquadrar em padrão que não existe. A mulher precisa abrir mão de muitas coisas para ser aceita nessa sociedade machista e eu já apertei o botão há muito tempo. Quem gosta do meu trabalho, eu agradeço. Quem não gosta, não posso fazer nada. Eu faço o que eu quero.

Geisy Arruda lança segundo livro erótico e avisa: \"Perdi totalmente o pudor\"

Você acha que assusta os homens?

Geisy Arruda - Eu espero que não porque tudo que eu faço é para deixá-los mais animados, empolgadas e felizes. Não assusto ninguém e são as pessoas que já tem entre elas os seus preconceitos estabelecidos desde criança e vê uma pessoa que não tem essa limitação, uma pessoa sem rótulos e julgamentos, que chuta o balde, podem até ficar assustados no começo, mas depois conhecendo melhor e entendendo vão ver que não é nada disso. Acho que assusto só no começo e depois que as pessoas se dão oportunidades de me conhecer, elas acabam gostando de mim.

Já sofreu algum assédio pesado? Como foi e o que fez?

Geisy Arruda - Eu recebo mais cantadas pela internet. Graças a Deus, eu nunca vivi um assédio e isso é um milagre porque muitas mulheres passaram a contar os casos de assédios e violência em todos os lugares. Quando eu vejo uma pessoa me olhando de uma maneira que me deixa constrangida ou que me faça me sentir mal, eu vou tirar satisfação. ‘Está olhando o quê? Perdeu uma coisa’. Eu sou dessas. Curta e grossa e aí a coisa para.

Você consegue se manter com as postagens e os livros? Dá para ganhar dinheiro?

Geisy Arruda - Não só isso. Eu sou garota-propaganda de algumas marcas e tenho também parceiros nesse ramo do sexo que vão desde produtos eróticos até sites de camgirl e isso gera algumas coisas. Tirando as marcas de lingeries, de roupas e os próprios livros. Tem também os publipost e aí alguns meses eu ganho mais, outros menos, mas dá para viver. Eu tenho uma casa própria e não tenho dívidas. Não sou rica, mas consigo viver bem. Mas se eu quiser comprar alguma coisa, eu tenho que trabalhar como todo brasileiro. Como disse anteriormente, eu trabalho com que eu gosto. Adoro o que faço. Eu tenho mais trabalho em fazer com que as pessoas me respeitem do que trabalhando mesmo. Eu tenho que está sempre me reafirmando: ‘Gente, eu sou uma menina legal que escreve contos eróticos, que fala de sexo abertamente. Não me apedrejem’, por favor. Fazer o meu trabalho é a parte prazerosa, lidar com as críticas e preconceitos das pessoas é parte mais difícil.

Tem planos e novos projetos?

Geisy Arruda - Vamos com calma. Vamos lançar o livro e eu tenho alguns projetos, sim, mais para o final do ano.

Quem é Geisy Arruda?

Geisy Arruda - Muitas pessoas acham que Geisy Arruda é uma personagem, mas não é. Geisy Arruda sou eu, o nome é meu. Mas como toda boa geminiana, eu sou uma mulher adaptável, que soube se reinventar de tudo que já passou na vida e uma sobrevivente desse mundo tão machista e tão preconceituoso.

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