Como Rick e Renner: 6 duplas sertanejas que foram separadas pela morte
A morte de Rick colocou fim a quatro décadas de parceria com Renner e relembra outras duplas sertanejas que tiveram a trajetória interrompida por diferentes motivos
Publicado em 27/09/2026 às 07:11
A morte de Rick, aos 59 anos, colocou um ponto final em uma das duplas mais conhecidas do sertanejo. O cantor morreu em setembro de 2026, após a queda de um helicóptero em Santa Catarina, deixando Renner sem o parceiro com quem dividiu quatro décadas de carreira.
Rick e Renner começaram a cantar juntos em 1986, em Brasília, e lançaram o primeiro álbum em 1992. O sucesso nacional veio principalmente no fim daquela década, com músicas como Ela É Demais, Nos Bares da Cidade, Filha e Só Pensando em Você.
Apesar de separações em 2011 e 2015, os dois retomaram definitivamente a parceria em 2018. Em 2026, celebravam 40 anos de história quando Rick morreu no acidente de helicóptero. Renner, hoje com 54 anos, perdeu o companheiro com quem construiu a maior parte de sua trajetória musical.
A história lembra outros casos em que duplas chegaram ao fim após a perda de um de seus integrantes. Relembre na lista abaixo:
Leandro e Leonardo

Formada pelos irmãos goianos em 1983, Leandro e Leonardo vendeu cerca de 35 milhões de discos e marcou época com Pense em Mim, Entre Tapas e Beijos e Não Aprendi a Dizer Adeus.
A parceria terminou em 1998, quando Leandro morreu aos 36 anos, vítima de complicações de um tumor de Askin, um tipo raro de câncer. Leonardo seguiu carreira solo e permanece em atividade.
João Paulo e Daniel

João Paulo e Daniel começou em 1980 e alcançou seu auge na década de 1990. Estou Apaixonado, Desejo de Amar e Te Amo Cada Vez Mais estão entre os maiores sucessos da dupla.
Em setembro de 1997, João Paulo morreu aos 37 anos em um acidente de carro na Rodovia dos Bandeirantes. Daniel continuou sozinho e se consolidou como um dos principais nomes do sertanejo.
Chrystian e Ralf

Chrystian & Ralf começaram a carreira nos anos 1980 e ficaram conhecidos por sucessos como Nova York e Chora Peito.
Os irmãos encerraram a dupla definitivamente em 2021; Chrystian morreu em junho de 2024, aos 67 anos, após enfrentar problemas de saúde, encerrando qualquer possibilidade de retorno.
Ralf continua cantando e mantém músicas da antiga parceria em seus shows.
Netto e Henrique

Netto e Henrique foi formada em 2015 e começava a conquistar espaço com músicas como Saudade Vem e Forçar a Barra quando a formação original foi interrompida.
Henrique morreu em março de 2020, aos 22 anos, depois de permanecer 22 dias internado em consequência de um grave acidente de carro. Netto decidiu manter o projeto e, em 2021, Juliano passou a usar o nome artístico Henrique na nova formação.
Camargo e Camarguinho
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Muito antes de Zezé Di Camargo e Luciano, Mirosmar, futuro Zezé, formou Camargo e Camarguinho com o irmão Emival. Ainda crianças, eles cantavam em circos e rodoviárias e viajavam pelo país fazendo apresentações.
Em 1975, os irmãos sofreram um acidente de carro depois de um show no Maranhão. Zezé ficou ferido, enquanto Emival morreu aos 11 anos. Anos depois, Zezé retomou a carreira e alcançou o sucesso nacional ao lado de Luciano.
Mauricio e Marcelo

Os gêmeos Mauricio e Marcelo começaram a cantar ainda crianças e construíram uma parceria de 35 anos. Também passaram pela banda Voo Livre e fizeram parte por mais de três décadas do Clube da Viola.
Marcelo morreu no mês passado, aos 54 anos, em Ribeirão Preto (SP). Diagnosticado com leucemia mieloide aguda, chegou a receber um transplante de medula do próprio irmão, mas não resistiu. Mauricio pretende transformar um filme sobre a trajetória dos dois em homenagem ao parceiro de toda a vida.