Hortência faz 67 anos: veja como a rainha do basquete mudou ao longo das décadas
Considerada uma das maiores jogadoras da história do basquete, Hortência comemora 67 anos nesta quarta; relembre sua trajetória e saiba o que ela faz atualmente
Publicado em 23/09/2026 às 11:01
Uma das maiores jogadoras de basquete do mundo, Hortência Marcari completa 67 anos nesta quarta-feira (23). Nascida em Potirendaba, no interior de São Paulo, a ex-atleta começou a se aproximar do esporte ainda na infância e construiu uma carreira que a transformou em uma das maiores referências do basquete feminino brasileiro.
Conhecida como Rainha, chegou muito jovem à Seleção Brasileira, foi campeã mundial, conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos e encerrou a carreira com uma medalha de prata olímpica.
Depois das quadras, continuou ligada ao esporte e, atualmente, acompanha parte de sua trajetória ganhar uma versão para o cinema.
Infância e descoberta do basquete
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Aos nove anos, Hortência mudou-se com a família para Santo André, no ABC Paulista. Na escola, praticou futebol de salão, handebol e atletismo até conhecer Waldir Pagan, professor de educação física e técnico de basquete, que a convidou para integrar a equipe do colégio. O talento apareceu cedo. Em 1974, ainda adolescente, Hortência marcou 66 pontos em uma única partida de um campeonato escolar.
O primeiro clube de Hortência foi o São Caetano, onde jogou nas categorias juvenis entre 1973 e 1975. Depois, passou por Fundação, Higienópolis e Prudentina. Nesta última, ganhou projeção e o apelido de Rainha.
Aos 16 anos, já era titular da Seleção Brasileira. Na década de 1980, tornou-se uma das atletas mais conhecidas do país e chegou a ser a esportista brasileira mais bem paga. Sua facilidade para pontuar também produziu números impressionantes: fez 74 pontos em uma partida em 1985 e chegou a 121 em um único jogo em 1991.
Conquistas pela Seleção
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Hortência participou de cinco Mundiais e viveu uma sequência histórica com a Seleção. Nos Jogos Pan-Americanos, conquistou o bronze em 1983, a prata em 1987 e o ouro em Havana, em 1991.
O maior título veio em 1994, quando o Brasil foi campeão mundial na Austrália. Hortência terminou sua trajetória pela Seleção com 3.160 pontos em 127 partidas oficiais, tornando-se a maior pontuadora da história da equipe brasileira.
Maternidade e última Olimpíada
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Depois de disputar os Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992, Hortência anunciou a aposentadoria em 1995 para se dedicar à maternidade. Seu filho, João Victor Marcari Oliva, nasceu no ano seguinte, fruto do casamento com o empresário José Victor Oliva.
A despedida, porém, foi adiada. Poucos meses após o parto, ela voltou aos treinamentos e disputou os Jogos de Atlanta, em 1996. João Victor, então com cinco meses, acompanhou a mãe nos Estados Unidos.
O Brasil conquistou a prata, e Hortência encerrou a carreira depois de subir ao pódio olímpico. A última Olimpíada da carreira de Hortência será recontada no cinema. Está em produção um filme sobre a Seleção Brasileira feminina que conquistou a medalha de prata em Atlanta, em 1996.
Juliana Didone interpretará Hortência, enquanto Tainá Müller viverá Magic Paula. A ex-jogadora já visitou o set e acompanhou a recriação de momentos daquela campanha, inclusive sua viagem aos Estados Unidos com João Victor ainda bebê. O longa ainda não tem título oficial nem previsão de estreia.
Longe das quadras
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Hortência continuou no basquete como dirigente e esteve envolvida em projetos vencedores. Em 2009, assumiu a função de diretora da Seleção Brasileira feminina. Também passou a trabalhar como comentarista, empresária e palestrante.
Seu legado recebeu reconhecimento internacional. Ela entrou para o Women's Basketball Hall of Fame em 2002, para o Basketball Hall of Fame em 2005 e para o Hall da Fama da FIBA em 2007.
O esporte também continuou na família. João Victor tornou-se ginete e disputou Olimpíadas no hipismo. Nos Jogos de Tóquio, Hortência trabalhou como comentarista dos canais Globo e Sportv e se emocionou ao acompanhar a apresentação do filho.
Recentemente, Hortência falou sobre as mudanças provocadas pelo envelhecimento e admitiu que o processo pode ser difícil para quem passou tantos anos como atleta de alto rendimento.
“É muito difícil para uma atleta como eu, que conquistei tudo que tinha que conquistar, olhar no espelho e ver você se transformando”, afirmou no podcast Corre Aqui.
Ela procura lidar com essa fase mantendo uma rotina ativa, com exercícios, viagens, amigos e vida afetiva. Para Hortência, continuar jovem internamente é importante mesmo diante das mudanças naturais no corpo e na disposição.