PVC celebra recorde pessoal na Copa do Mundo: "Só Galvão Bueno e eu"
Jornalista do UOL, Paulo Vinícius Coelho participa de sua oitava cobertura de Copa do Mundo in loco e destaca feito ao lado do narrador do SBT, que se despede hoje das Copas
Publicado em 19/07/2026 às 13:11,
atualizado em 19/07/2026 às 13:29
Em sua oitava cobertura presencial de Copa do Mundo, Paulo Vinícius Coelho, o PVC, celebra um recorde bastante particular. O jornalista do UOL, que estará na tarde deste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova York, para acompanhar a final entre Espanha e Argentina, revelou um dado curioso ao NaTelinha, em entrevista exclusiva nos Estados Unidos.
"Nas últimas cinco Copas do Mundo (2006, 2010, 2014, 2018 e 2022), somente duas pessoas estavam na cabine de transmissão da final: Galvão Bueno e eu. Em cabines diferentes, mas só Galvão e eu comentamos ou narramos as últimas finais de Copa do Mundo. Eu acho incrível pensar nisso", afirmou.
Nos Estados Unidos desde o início de junho, o jornalista paulistano, de 56 anos, também comemorou recentemente outra marca importante: os 35 anos desde que assinou sua primeira carteira de trabalho, na revista Placar, da Editora Abril.
"Publiquei minha primeira matéria em 15 de setembro de 1987 e completei 35 anos de carteira assinada. Entrei na revista Placar em 5 de junho de 1991", lembrou.
A primeira Copa do Mundo de PVC foi justamente nos Estados Unidos, em 1994. Desde então, só não esteve presencialmente na edição de Japão e Coreia do Sul, em 2002, quando trabalhou na retaguarda, no Brasil.
"As coisas mudam, você vai fazendo uma mudança de linguagem. É muito legal começar fazendo past up (técnica clássica de colagem e montagem de textos e imagens para impressão) e agora ter a capacidade de subir um sinal sozinho, com um estádio ao fundo. A linguagem mudou muito e você precisa se adaptar", explicou. "No fundo, o que a gente precisa é contar histórias. Para isso, você precisa ter conteúdo, precisa ter informação. Nós somos contadores de histórias", completou.
Carreira
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Formado em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, em 1990, PVC iniciou a carreira em pequenos jornais locais até ingressar no Diário do Grande ABC.
No ano seguinte, foi contratado pela Editora Abril, inicialmente como estagiário da revista A Semana em Ação e, em seguida, como repórter da Placar, onde ficou seis anos e conquistou diversos prêmios.
Depois, integrou a equipe do recém-lançado Lance!, passou pela Folha de S.Paulo — onde segue como colunista até hoje — e também teve uma passagem pelo Estadão, incluindo a extinta Rádio Estadão/ESPN.
Na televisão, estreou em 2000 como comentarista da ESPN Brasil, onde atuou em programas como Bate Bola, Linha de Passe e Loucos por Futebol, cobriu partidas da UEFA Champions League e também exerceu a função de chefe de reportagem.
Em 2015, transferiu-se para o novato Fox Sports e, cinco anos depois, chegou ao Sportv, embora já integrasse o Grupo Globo desde 2016, atuando nas rádios Globo e CBN.
Após quase três anos na Globo, voltou ao UOL, onde permanece atualmente. Também integra a equipe da Paramount, emissora responsável pela transmissão da Copa Libertadores.
Neste domingo, PVC encerrará mais uma cobertura de Copa do Mundo com um feito que poucos profissionais podem dizer que alcançaram: dividir, ao lado de Galvão Bueno, a marca de estar presente nas últimas cinco finais do Mundial. O narrador, hoje no SBT, já afirmou que esta será sua despedida das Copas do Mundo, embora anúncios semelhantes tenham sido feitos em outras oportunidades e, depois, reconsiderados.