Aniversário

Veja o antes e depois de Wagner Moura, que faz 50 anos hoje

Aniversariante do dia, Wagner Moura iniciou a carreira no teatro, despontou no cinema, brilhou em novelas da Globo e ganhou o mundo através de produções como Narcos e O Agente Secreto


Antes e depois de Wagner Moura
Antes e depois de Wagner Moura

Um dos maiores nomes do cinema brasileiro nas últimas décadas, Wagner Moura completa 50 anos neste sábado, 27 de junho, consolidado como um artista que conquistou reconhecimento dentro e fora do país.

Dono de personagens marcantes na televisão, no cinema nacional e em produções internacionais, o ator vive o melhor momento da carreira após se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes.

Relembre a trajetória do baiano:

Início da carreira

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Nascido em Salvador, Wagner Moura passou boa parte da infância em Rodelas, no interior da Bahia, cidade que considera fundamental para sua formação.

Filho do militar José Moura e de Alderiva Moura, acostumou-se desde cedo às mudanças de cidade por causa da profissão do pai. O interesse pela atuação surgiu ainda na adolescência, inspirado por uma colega da escola que fazia teatro. Foi nesse ambiente que conheceu Vladimir Brichta e Lázaro Ramos, amizades que se transformariam em parcerias de toda a vida.

Segundo Lázaro, Wagner foi um dos maiores incentivadores de sua carreira. Foi ele quem convenceu o amigo a deixar a Bahia para participar das temporadas da peça A Máquina no Rio de Janeiro. A decisão acabou mudando o destino dos dois, já que Lázaro fez testes para diversos filmes e iniciou sua carreira no cinema.

Desponta no cinema

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Com a retomada do cinema brasileiro no início dos anos 2000, Wagner Moura rapidamente passou a integrar produções importantes. Atuou em filmes como Abril Despedaçado, As Três Marias, Deus é Brasileiro, Nina, O Homem do Ano e O Caminho das Nuvens.

Outro momento decisivo veio com Carandiru. Sem conseguir participar dos testes presenciais por causa de outro trabalho, gravou uma fita improvisada lendo trechos do livro de Drauzio Varella. Apesar da imagem escura, a voz chamou a atenção do diretor Hector Babenco, que o escalou para viver o presidiário Zico, ampliando ainda mais sua projeção no cinema nacional.

Estreia na Globo

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Na televisão, Wagner Moura chegou à Globo a convite de Antonio Fagundes para integrar o elenco da nova fase de Carga Pesada, interpretando Pedrinho, filho de Bino, personagem de Stênio Garcia.

Em seguida participou do seriado Sexo Frágil e estreou nas novelas em A Lua me Disse, de Miguel Falabella, vivendo o protagonista Gustavo. Logo depois, interpretou o jovem Juscelino Kubitschek na minissérie JK, reforçando sua versatilidade também na televisão.

Consagração com Paraíso Tropical e Tropa de Elite

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O ano de 2007 mudou definitivamente sua carreira. Na Globo, viveu o ambicioso Olavo Novaes em Paraíso Tropical. O vilão, especialmente nas cenas ao lado de Camila Pitanga, que interpretava Bebel, tornou-se um dos personagens mais marcantes da novela.

Quase ao mesmo tempo, Wagner protagonizou Tropa de Elite como o Capitão Nascimento. Inicialmente, o personagem teria papel secundário, mas mudanças durante a edição transformaram o policial no verdadeiro protagonista da história.

O filme, que teve uma continuação em 2010, bateu recordes de público, conquistou prêmios e provocou intensos debates sobre violência, segurança pública e pirataria. Com os dois trabalhos, Wagner se consolidou como um dos principais atores de sua geração.

Hollywood e Narcos

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O reconhecimento internacional começou em 2013 com Elysium, superprodução hollywoodiana estrelada por Matt Damon, Jodie Foster e Alice Braga. No filme, Wagner interpretou Spider, líder de uma comunidade que luta contra as desigualdades em um futuro distópico.

Dois anos depois, alcançou projeção mundial ao interpretar Pablo Escobar na série Narcos, da Netflix. Apesar das críticas ao sotaque espanhol, sua atuação foi amplamente elogiada pela imprensa americana e lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro de 2016, além de consolidá-lo definitivamente no mercado internacional.

O auge com Cannes e Oscar

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Em 2025, Wagner Moura voltou a colocar o cinema brasileiro em evidência ao protagonizar O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. Ambientado no Recife dos anos 1970, durante a ditadura militar, o longa estreou na competição principal do Festival de Cannes.

A interpretação do ator foi premiada com o troféu de Melhor Ator, tornando Wagner Moura o primeiro brasileiro a conquistar o feito na história do festival.

Posteriormente, ele se tornou o primeiro ator brasileiro a ser indicado para a categoria de Melhor Ator do Oscar. Apesar de não ter levado a estatueta, marcou seu nome, mais uma vez, na história do cinema nacional.

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