Vídeo de Luana Piovani faz ex-musa de A Praça é Nossa voltar aos holofotes
Musa do humorístico A Praça é Nossa nos anos 1990 e 2000, Edna Velho é presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central no Distrito Federal (Sinal-DF)
Publicado em 26/06/2026 às 09:52,
atualizado em 12/07/2026 às 15:48
A presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central no Distrito Federal (Sinal-DF), Edna Velho, voltou aos holofotes nos últimos dias após a divulgação de uma ata que revela a contratação da atriz Luana Piovani para uma campanha contra a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que concede autonomia financeira e administrativa ao Banco Central.
O que muita gente não sabe é que, antes de se tornar dirigente sindical e servidora concursada da instituição, Edna ficou conhecida nacionalmente como uma das musas de A Praça é Nossa, sucesso do SBT nos anos 1990.
Contrato
A polêmica ganhou força depois que a Folha de S.Paulo revelou que o Sinal autorizou o pagamento de até R$ 300 mil para que Luana Piovani gravasse um vídeo criticando a proposta. A atriz publicou o material em suas redes sociais no dia 9 de junho, utilizando a hashtag #publi e marcando os perfis do sindicato.
Segundo a ata da reunião da entidade, foi a própria Edna Velho, presidente da regional e diretora de Relações Externas da executiva nacional da entidade, quem abriu a reunião defendendo uma atuação mais incisiva do sindicato nas redes sociais diante do avanço da PEC no Senado.
O documento também informa que Edna já havia conversado previamente com Luana Piovani sobre a campanha, incluindo o posicionamento da atriz e o valor cobrado pelo trabalho. A proposta de contratação, com limite de até R$ 300 mil, foi submetida ao conselho e aprovada por cinco votos favoráveis e uma abstenção.
Após a repercussão do caso, o Sinal passou a ser alvo de críticas. Dias antes da divulgação da ata, a entidade havia negado que houvesse qualquer pagamento à atriz. Procurada novamente após a publicação dos documentos, não respondeu aos questionamentos. Luana Piovani também foi procurada pela Folha de S.Paulo, mas não se manifestou.
Quem é Edna Velho
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Muito antes de ocupar um cargo de liderança sindical, porém, Edna Velho construiu carreira na televisão. A musa estreou ainda na década de 1980 com participações em programas como Viva o Gordo, de Jô Soares, e Os Trapalhões, na Globo. Pouco depois, passou a integrar o elenco de A Praça é Nossa, inicialmente em participações especiais.
Em 1994, acabou efetivada no humorístico comandado por Carlos Alberto de Nóbrega, onde permaneceu até 2003. Seu personagem mais marcante foi Fifa, uma mulher bonita e sedutora que vivia tentando conquistar o senhor Philadelpho, interpretado por Rony Rios. Ela também interpretou Dona Dadá e contracenou com Vera Verão, personagem eternizado por Jorge Lafond.
Na época, Edna era considerada uma das musas da televisão brasileira. Fez cinco ensaios para revistas masculinas e se transformou em símbolo sexual dos anos 1990 e início dos anos 2000. Em entrevistas, sempre afirmou que não se arrepende das capas, destacando que o dinheiro obtido com os trabalhos foi importante para sua vida financeira.
Sua trajetória mudou completamente após deixar o SBT. Em 2002, nasceu Raphael, seu único filho, fruto de um relacionamento com o ex-jogador e atual senador Romário. O caso ganhou grande repercussão na época porque o ex-atleta, então casado, inicialmente não reconheceu a paternidade, assumindo o filho apenas em 2004 após a realização de um exame de DNA.
Com o passar dos anos, a musa decidiu priorizar a criação do filho e também investir nos estudos. Formou-se em Gestão Pública em 2015 e concluiu uma pós-graduação em Gestão de Marketing em 2019. Em 2013, foi aprovada em concurso público para o Banco Central, mudou-se para Brasília e iniciou uma nova carreira como servidora da instituição.