Como era Galvão Bueno? Veja a evolução do narrador ao longo dos anos
Narrador começou a carreira na Gazeta, passou por Record, Band, teve uma aventura na Rede OM e se consagrou na Globo narrando as conquistas da Seleção e de Ayrton Senna
Publicado em 19/06/2026 às 07:15,
atualizado em 13/07/2026 às 01:35
Poucos nomes da televisão brasileira têm uma trajetória tão ligada ao esporte quanto Galvão Bueno. Prestes a completar 76 anos, o narrador voltou aos holofotes em 2026 como a principal voz da cobertura do SBT na Copa do Mundo.
Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, ele se transformou em um dos profissionais mais populares da história da comunicação esportiva nacional, narrando alguns dos momentos mais marcantes do esporte brasileiro, como os títulos mundiais da Seleção, as conquistas de Ayrton Senna na Fórmula 1, Jogos Olímpicos e finais históricas de clubes.
Relembre a evolução de Galvão Bueno ao longo dos anos:
Início da carreira

Galvão Bueno começou sua trajetória profissional em 1974, na Rádio Gazeta de São Paulo. Antes de ingressar na comunicação, trabalhou em uma fábrica de materiais plásticos. Pouco tempo depois, migrou para a TV Gazeta, onde ganhou experiência na cobertura esportiva e participou do tradicional programa Mesa Redonda. Ainda naquele período, acompanhou a Copa do Mundo de 1974.
Em 1977, teve uma rápida passagem pela Record, permanecendo na emissora por cerca de dois meses. No final daquele ano, foi contratado pela Bandeirantes. Inicialmente atuou como comentarista durante a Copa do Mundo de 1978, mas logo começou a se destacar como narrador.
Um momento importante ocorreu em 1980, quando a emissora adquiriu os direitos da Fórmula 1. Galvão passou a narrar as corridas da categoria e iniciou uma relação que marcaria definitivamente sua carreira.
Chegada à Globo
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Em 1981, Galvão foi contratado pela Globo. Sua estreia aconteceu na narração da partida entre Flamengo e Jorge Wilstermann, pela Copa Libertadores. Na Copa do Mundo de 1982, ainda não era o principal narrador da casa, função ocupada por Luciano do Valle. Mesmo assim, ganhou espaço nas transmissões e passou a ser visto como uma das apostas da emissora para o futuro.
Durante a década de 1980, Galvão consolidou sua presença na Globo. Nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, emocionou o público ao narrar a chegada da maratonista suíça Gabriela Andersen-Schiess, que concluiu a prova em estado de exaustão.
Dois anos depois, na Copa do Mundo de 1986, teve a oportunidade de narrar seu primeiro jogo da Seleção Brasileira em um Mundial, contra a Argélia, após o titular, Osmar Santos, passar mal. O desempenho chamou no torneio atenção e reforçou sua ascensão dentro da emissora.
Titular da Globo e aventura na Rede OM
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Com a saída de Osmar Santos das transmissões esportivas da emissora, Galvão assumiu o posto de principal narrador da Globo. A partir do final dos anos 1980, tornou-se a voz das maiores coberturas esportivas do país. Narrou a Copa de 1990 e acompanhou de perto os três títulos mundiais de Ayrton Senna na Fórmula 1 entre 1988 e 1991, fortalecendo ainda mais sua popularidade.
Em 1992, surpreendeu o mercado ao deixar a Globo para comandar o departamento de esportes da Rede OM, atual CNT. Além de narrador, acumulava funções de apresentador e diretor. O principal destaque do período foi a narração da campanha do São Paulo na Libertadores de 1993.
Apesar do sucesso de audiência, o projeto enfrentou dificuldades financeiras, e Galvão decidiu retornar à Globo.
A volta e a consagração
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De volta à emissora em 1993, Galvão viveu alguns dos momentos mais marcantes de sua carreira. Em 1994, narrou tanto a morte de Ayrton Senna quanto a conquista do tetracampeonato mundial da Seleção Brasileira nos Estados Unidos.
A partir daí, tornou-se a principal voz das Copas do Mundo para milhões de brasileiros, permanecendo nas transmissões de todos os Mundiais entre 1994 e 2022.
Saída da Globo e retorno ao protagonismo
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Em 2022, anunciou sua despedida das narrações da Globo após 41 anos de vínculo com a emissora. Ainda retornou para participações especiais na cobertura dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, antes de encerrar definitivamente sua passagem pelo canal.
Em 2025, voltou à Band após mais de quatro décadas e também passou a narrar eventos esportivos no Prime Video. No final daquele ano, Galvão acertou sua transferência para o SBT após a emissora adquirir os direitos da Copa do Mundo de 2026 em parceria com a NSports, empresa da qual é sócio.
Aos 75 anos, voltou ao centro das atenções e reassumiu o papel de narrador dos jogos da Seleção Brasileira, mostrando que continua sendo uma das vozes mais influentes da história do esporte na televisão brasileira.