5 novelas que podem salvar a Globo do fiasco de Além do Tempo
A reprise de Além do Tempo vem derrubando a audiência nas tardes da Globo, evidenciando a escolha errada da emissora; confira cinco novelas que poderiam ter melhor sorte
Publicado em 02/06/2026 às 12:01,
atualizado em 06/06/2026 às 13:17
A reprise de Além do Tempo acendeu um sinal de alerta nos bastidores da Globo. No ar desde abril na faixa de Edição Especial, a novela de Elizabeth Jhin não vem repetindo o desempenho de títulos anteriores e já começou a sofrer cortes na edição exibida pela emissora.
Na última segunda-feira (25), por exemplo, a Globo condensou cenas de dois capítulos originais em apenas um episódio, eliminando cerca de 30 minutos de conteúdo. A medida ocorre em meio à queda nos índices da trama estrelada por Alinne Moraes, Rafael Cardoso e Paolla Oliveira.
Até agora, Além do Tempo aparece como a menor audiência da faixa desde sua criação. A novela tem ficado atrás de reprises como O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta, Mulheres de Areia, História de Amor, Terra Nostra, Cabocla e Cheias de Charme. Em alguns dias, o folhetim tem registrado índices abaixo dos 10 pontos na Grande São Paulo, enquanto a Record se aproxima com o Balanço Geral.
Diante desse cenário, caso a Globo já esteja avaliando a próxima substituta para a faixa, alguns títulos poderiam ajudar a recuperar o público da tarde.
Veja cinco novelas que teriam potencial para levantar a audiência da Edição Especial:
Sinhá Moça
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Neste momento, Sinhá Moça talvez fosse a escolha mais assertiva para a Globo, mas tem uma limitação: é estrelada por Débora Falabella, a mocinha de Avenida Brasil, atual cartaz do Vale a Pena Ver de Novo.
Exibida originalmente em 2006, a novela tem todos os elementos que costumam funcionar bem em reprises vespertinas: romance clássico, trama de época, conflitos familiares fortes e uma história de fácil identificação para o público tradicional da faixa.
Por misturar folhetim romântico, drama histórico e temas sociais fortes, Sinhá Moça teria grandes chances de conversar com o público que acompanhou bem reprises como Terra Nostra e Cabocla.
Paraíso
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Outra opção com perfil bastante adequado para a faixa seria Paraíso, exibida originalmente em 2009. O principal impeditivo, neste caso, é a atual reprise no Globoplay Novelas (ex-canal Viva), o que poderia fazer a Globo adiar uma reprise na TV aberta.
Ainda assim, a trama tem apelo popular evidente. Escrita por Benedito Ruy Barbosa, com colaboração de Edmara Barbosa e Edilene Barbosa, a novela aposta em romance rural, religiosidade, música sertaneja e conflitos familiares.
A história gira em torno de Zeca (Eriberto Leão), conhecido como “filho do diabo” por causa de uma antiga lenda envolvendo seu pai, Eleutério (Reginaldo Faria). O destino dele muda ao se apaixonar por Maria Rita (Nathalia Dill), a Santinha, jovem criada sob forte influência religiosa pela mãe, Mariana (Cássia Kis).
Com clima de interior, personagens carismáticos e uma trilha popular, Paraíso poderia recuperar parte do público que costuma se interessar por novelas mais tradicionais e afetivas.
Anjo Mau
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O remake de Anjo Mau, produzido em 1997, também poderia ser uma aposta forte para a Edição Especial. Assim como ocorreu com Mulheres de Areia, a novela tem memória afetiva, protagonista marcante e uma trama central de fácil compreensão.
Escrita por Maria Adelaide Amaral, a novela traz Glória Pires como Nice, uma jovem ambiciosa que trabalha como babá na mansão dos Medeiros e passa a usar todos os recursos possíveis para se aproximar de Rodrigo (Kadu Moliterno), herdeiro da família.
A personagem tem uma dualidade que costuma render bons resultados em reprise: ao mesmo tempo em que desperta rejeição por suas armações, também prende a atenção do público por sua determinação e carisma.
O possível obstáculo é o mesmo de Paraíso: a novela também está no ar no Globoplay Novelas. Ainda assim, pelo apelo popular e pelo potencial de repercussão, poderia repetir na faixa da tarde um desempenho parecido com o de outros clássicos dos anos 1990.
Barriga de Aluguel
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Uma alternativa mais ousada seria Barriga de Aluguel, exibida originalmente entre 1990 e 1991. A novela de Gloria Perez tem um tema forte e ainda atual: a disputa pela maternidade de uma criança gerada por barriga de substituição.
Na história, Ana (Cássia Kis) e Zeca (Victor Fasano) recorrem a Clara (Cláudia Abreu), uma jovem humilde que aceita gerar o filho do casal em troca de dinheiro. O conflito começa quando Clara se apega ao bebê durante a gestação e decide lutar pela criança.
O enredo une drama familiar, discussão ética, batalha judicial e triângulo amoroso, elementos que costumam prender o telespectador. A Globo teve bons resultados recentes ao apostar em clássicos mais antigos, como Mulheres de Areia e Tieta, embora Rainha da Sucata tenha mostrado que nem todo título antigo funciona automaticamente.
Ainda assim, Barriga de Aluguel teria potencial para chamar atenção justamente por tratar de um assunto que continuaria gerando debate mais de três décadas depois.
Êta Mundo Bom!
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Mesmo com um possível impeditivo recente — o fato de Êta Mundo Melhor! ter acabado há pouco tempo —, seria difícil imaginar Êta Mundo Bom! fracassando na faixa da tarde. A novela de Walcyr Carrasco, exibida originalmente em 2016, reúne humor, romance, vilania forte e personagens populares.
A trama acompanha Candinho (Sergio Guizé), rapaz simples e otimista que parte em busca da mãe biológica, Anastácia (Eliane Giardini), sem saber que ela é uma mulher rica e também procura pelo filho perdido.
Com o lema “tudo o que acontece de ruim na vida da gente é pra melhorar”, Candinho conquistou o público ao lado do burro Policarpo e de personagens como Filomena (Débora Nascimento), Sandra (Flávia Alessandra), Pancrácio (Marco Nanini) e Cunegundes (Elizabeth Savalla).
A Globo talvez evitasse uma reprise tão próxima da sequência, mas a emissora nem sempre segue uma lógica rígida em suas escolhas. Pelo histórico de sucesso, Êta Mundo Bom! seria uma carta quase segura para recuperar a audiência da Edição Especial.