Memória

50 anos de VHS: 10 coisas que só quem usava videocassete vai se lembrar

O videocassete foi lançado em 1971, mas começou a se popularizar há 50 anos, em 1976, quando foram lançadas as fitas VHS; relembre a saga que era usar o aparelho


Lembra do videocassete?
Lembra do videocassete?
Por Thell de Castro

Publicado em 08/01/2026 às 07:01,
atualizado em 08/01/2026 às 11:09

O videocassete começou a ganhar forma no início dos anos 1970. Embora o primeiro modelo de destaque comercial tenha sido o U-matic, da Sony, lançado em 1971, foi somente em 1976 que o formato VHS, criado pela JVC, se consolidou como padrão. A tecnologia rapidamente foi adotada por outras fabricantes, como Panasonic, Sharp e RCA, e acabou dominando o mercado mundial — inclusive com a adesão posterior da própria Sony.

Durante a década de 1980, ter um videocassete em casa era sinal de prestígio. O equipamento custava caro e estava fora do alcance da maioria das famílias, a ponto de muitas recorrerem a consórcios para realizar a compra. Assistir a filmes em casa ainda era um luxo restrito.

Esse cenário começou a se transformar na metade dos anos 1990. Com a estabilização da economia após o Plano Real, o aparelho se tornou mais acessível e passou a integrar o cotidiano de milhões de brasileiros, mudando a relação do público com a televisão e o cinema.

A seguir, reunimos 10 lembranças que ajudam a entender por que o videocassete marcou uma geração:

Gravação automática

Sessões exibidas de madrugada, como Corujão, Classe A e Cine Clube, se tornaram verdadeiros tesouros para os fãs de cinema. O videocassete permitia programar a gravação automática e assistir ao conteúdo no dia seguinte, sem perder o sono.

Limpando o cabeçote

Um problema técnico bastante comum era o acúmulo de sujeira no cabeçote, responsável pela leitura da fita. Quando isso acontecia, a imagem e o som simplesmente desapareciam. A limpeza exigia cuidado extremo e, com o tempo, fitas específicas surgiram para facilitar o processo.

Truque

Apagar uma gravação sem querer era motivo de desespero, sobretudo quando envolvia momentos importantes da vida familiar. Para evitar esse tipo de acidente, muitos recorriam a etiquetas de identificação ou retiravam o lacre de proteção da fita, impedindo novas gravações.

Filmadoras

As gravações caseiras ganharam impulso nos anos 1990 com as câmeras VHS Handycam. Elas utilizavam fitas VHS-C, menores e portáteis, que dependiam de um adaptador para funcionar no videocassete convencional — acessório hoje raro e valorizado.

Mofo

O mofo era uma ameaça constante às fitas. Para conservá-las, era necessário rebobiná-las completamente e armazená-las na posição vertical, longe da umidade e do calor excessivo.

Videoclubes

Antes da popularização das locadoras, os videoclubes eram a principal alternativa para quem queria assistir a filmes em casa. O acesso funcionava por meio de associação mensal e o acervo era compartilhado entre os membros.

Locadoras

50 anos de VHS: 10 coisas que só quem usava videocassete vai se lembrar

Escolher um filme na locadora fazia parte da experiência. Os lançamentos tinham preço mais alto, prazo curto de devolução e poucas cópias disponíveis, o que frequentemente obrigava o público a adiar a sessão para o fim de semana seguinte.

Rebonine, por favor

Devolver a fita rebobinada não era apenas uma regra de etiqueta, mas uma exigência das locadoras. Quem descumpria a norma acabava pagando multa.

Pirataria

Diante do custo elevado dos aluguéis, a cópia de fitas se tornou prática comum. Quem possuía dois aparelhos conseguia reproduzir filmes facilmente, criando acervos particulares que lembravam pequenas locadoras.

Revistas e guias

As bancas de jornal também alimentavam essa cultura, oferecendo revistas especializadas em cinema e home video, como a lendária SET, além de publicações que orientavam o público sobre lançamentos e destaques do mercado.

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