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Não foi só Rainha da Sucata: 3 novelas de Silvio de Abreu que floparam no Vale a Pena Ver de Novo

A Globo corre contra o tempo para tentar salvar a reprise de Rainha da Sucata no Vale a Pena Ver de Novo; relembre outras novelas do autor que não foram bem na faixa


Claudia Raia e Edson Celulari em Deus nos Acuda
Claudia Raia e Edson Celulari em Deus nos Acuda

Protagonizada por Regina Duarte, Rainha da Sucata vem enfrentando uma situação delicada no Vale a Pena Ver de Novo e se tornando uma das piores audiências recentes da faixa.

De acordo com dados do Kantar Ibope, a novela de Silvio de Abreu teve média de 13,5 pontos em seus primeiros 16 capítulos, desempenho 20,5% abaixo do registrado pela antecessora, A Viagem, que marcou 17 pontos. A queda preocupa a Globo, já que o fraco desempenho prejudica também Êta Mundo Melhor!, novela inédita que entra na sequência.

A avaliação interna é de que a emissora precisa agir rápido para evitar que os índices sigam em declínio. Entre as estratégias, o canal prepara participações de nomes do elenco em programas da casa e acelera a edição da trama para chegar mais rápido ao núcleo de conflitos que empolgou o público em 1990 e transformou o título em um dos mais lembrados daquela década.

Mas a baixa audiência de Rainha da Sucata no Vale a Pena Ver de Novo reacendeu uma estatística incômoda nos corredores da Globo: as novelas de Silvio de Abreu, apesar do sucesso em suas exibições originais, não costumam engrenar quando voltam à faixa vespertina do canal.

Relembre abaixo outros três títulos do autor que também sofreram com baixos índices:

A Próxima Vítima

Não foi só Rainha da Sucata: 3 novelas de Silvio de Abreu que floparam no Vale a Pena Ver de Novo

Exibida originalmente em 1995, A Próxima Vítima marcou gerações ao apostar em uma trama policial cheia de mistérios, viradas e mortes que pararam o país. Protagonizada por Susana Vieira, José Wilker e Tony Ramos, a novela é um dos maiores sucessos escritos por Silvio de Abreu, mas não empolgou em nada quando voltou a ser exibida.

Em 2000, a Globo decidiu reprisar a novela na tentativa de reaquecer a faixa, que vinha rendendo baixos números com Tropicaliente. Para atrair atenção, a emissora chegou a anunciar um final inédito, que havia sido exibido apenas na versão internacional, com Ulisses (Otávio Augusto) como assassino, ao invés de Adalberto (Cecil Thiré).

Entretanto, a estratégia não surtiu efeito. A trama perdeu força já nas primeiras semanas e não conseguiu segurar a audiência, ficando constantemente atrás do seriado Chaves, exibido pelo SBT.

Deus Nos Acuda

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O folhetim de 1992, estrelado por Cláudia Raia, Edson Celulari e Glória Menezes, foi muito bem na faixa das 19 horas, impulsionado pelas críticas sociais afiadas, pelo humor ácido e pela irreverência típica do autor. A novela tinha picos de 40 pontos em sua exibição original.

Quando voltou ao ar de forma surpreendente, em 2004, no entanto, o cenário foi completamente diferente. Devido à classificação de horário, Deus Nos Acuda sofreu cortes profundos e perdeu parte do conteúdo que lhe dava identidade.

Sem o mesmo ritmo e com conflitos dramatúrgicos reduzidos, o público das tardes da Globo não se conectou com a versão editada. A média de 14,4 pontos ficou muito aquém do esperado e a novela sofreu derrotas consecutivas para dois clássicos do SBT: Maria do Bairro (1995) e Pérola Negra (1998).

Belíssima

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Protagonizada por Glória Pires, Tony Ramos e Cláudia Abreu - e com a vilã Bia Falcão (Fernanda Montenegro) marcando época - Belíssima foi um triunfo no horário nobre em 2005, marcando 57 pontos de média.

Na reprise entre junho de 2018 e janeiro de 2019, porém, a grande expectativa deu lugar à frustração. O folhetim entrou após Celebridade, que também sofreu com cortes pesados, e herdou o desgaste da faixa.

Com menos de 14 pontos de média, Belíssima passou a ser frequentemente ameaçada pelo Cidade Alerta, da Record. A edição mais lenta e a redução de tramas paralelas comprometeram a fluidez, deixando a novela sem força para reagir.

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